Celestina Jacinto, mais conhecida por São, é a proprietária da «Loja das Gomas»

e de uma loja de têxteis e de artesanato, que ocupam os números 1 e 2 da Central de Camionagem, na cidade da Guarda. Na loja de têxteis e de artesanato, a proprietária vende muitos artigos de artesanato que confecciona no dia-a-dia, estando agora a fazer rosas em crochet próprias para serem oferecidas no Dia da Mãe. “Estou a fazer as rosas para o Dia da Mãe, para ver se funciona, se têm aceitação, porque o negócio está muito fraco e temos de inovar”, disse ao Jornal A GUARDA. Celestina Jacinto, de 50 anos, abriu a primeira loja, uma ourivesaria, em 1999, mas no ano seguinte mudou de ramo e abriu a actual «Loja das Gomas». Há cerca de 8 anos, complementou o negócio com a abertura de uma segunda loja, de venda de artigos têxteis e de artesanato. A empresária lembra que decidiu apostar no negócio das gomas porque, naquela época havia uma grande adesão por parte das crianças e dos jovens. “Agora o negócio está fraco e toda a gente se queixa, não sou só eu”, observou. Na loja vende gomas, bolos, batatas fritas, pastilhas, gelados, chocolates, etc. “Tenho um pouco de tudo. Na altura das aulas o que tem mais saída são as gomas e no Verão são os gelados. No Verão também vou vendendo algumas peças de artesanato. No Verão o negócio pára completamente, só vendo mesmo algumas peças de artesanato ou uns geladitos”, contou. O estabelecimento também é muito procurado por quem ali chega ou apanha o autocarro: “Às vezes as pessoas compram um bolinho ou qualquer coisa para comerem, porque dizem que vieram cedo de casa e quando aqui chegam estão com fome”. Na loja de artesanato vende sabonetes, carteiras, pulseiras, fios, peças em ponto de cruz, crochet, tricot, aventais com as mais variadas mensagens, recordações da Guarda, bolsas com terços, porta-chaves, fraldas e babetes para bebés, entre outros produtos. “É quase tudo feito por mim. O que tem mais saída são as fralditas e os babetes. São personalizados com os nomes dos bebés ou com os motivos que as pessoas pedirem”, explicou a mulher. A comerciante garante que o negócio está parado” e as vendas já não aumentam no Natal como antigamente: “O Natal já não tem nada a ver com o que era. Até há 15 anos, o Natal e a Páscoa valiam bem a pena, mas agora já não, porque não se vende praticamente nada”. Pela Páscoa a comerciante disse que costuma fazer caixinhas com amêndoas e saquinhos em crochet que levam os sacos das amêndoas no interior. Apesar da crise que afecta o negócio, reconhece que sobrevive “porque tenho um bocadinho de tudo e, mesmo assim, há meses em que nem consigo tirar o ordenado mínimo”.
Em relação às obras de beneficiação da Central de Camionagem que foram realizadas há cerca de dois anos pela Câmara Municipal da Guarda, Celestina Jacinto, disse ao Jornal A GUARDA que valeram a pena porque o espaço “melhorou bastante”. “A intervenção deu outra imagem e as feiras que têm sido feitas no exterior (no Largo do Mercado Municipal) também têm ajudado. Apesar de não se fazer muito negócio, porque é tudo lá fora, trás muita gente e as pessoas voltam mais tarde. Às vezes as pessoas quando aqui passam em frente da loja dizem-me que tenho coisas muito giras e que vêm mais tarde e algumas acabam mesmo por vir”. No entanto, a comerciante reconhece que a Câmara Municipal da Guarda “podia fazer alguns eventos de animação na Central de Camionagem, para animar este espaço por onde passa diariamente muita gente”.