Portagens nas auto-estradas A23 e A25


O Partido PAN - Pessoas-Animais-Natureza da Guarda anunciou que já recolheu, em cerca de três semanas, mais de 3 mil assinaturas válidas no âmbito da petição “Em Defesa das Populações da Guarda” cujo objectivo é colocar na agenda da Assembleia da República o debate sobre o fim das portagens nas auto-estradas A23 (Guarda - Torres Novas) e A25 (Aveiro - Vilar Formoso). “O objectivo desta iniciativa passa por atingir as 4 mil assinaturas recolhidas de forma presencial para que, no final do processo, o PAN entregue o documento na Assembleia da República que, de acordo com a lei, terá de proceder à sua apreciação em plenário”, é explicado. “A próxima contagem está agendada para o dia 10 de Julho, momento no qual se espera alcançar a meta das 4 mil assinaturas”, adiantou Pedro Fonseca, membro do Comissariado da Assembleia Plurimunicipal da Beira Interior Norte do PAN (PAN Guarda), defendendo que “a rapidez com que foram reunidas as cerca de 3 mil assinaturas, e a enorme mobilização dos cidadãos nesta iniciativa, transmitem a mensagem clara de que as populações da Guarda não se conformam com a cobrança de portagens na A23 e na A25”.
Lançada a 10 de Junho, a petição é apenas a primeira de um conjunto de iniciativas que o PAN Guarda pretende levar a cabo no curto prazo com o mote “Em Defesa das Populações da Guarda”. “Foram já identificados vários problemas que afectam a Guarda e os concelhos limítrofes em relação aos quais o PAN irá desenvolver iniciativas concretas e tomar as medidas adequadas nas sedes próprias com vista à sua resolução”, adiantou o dirigente do PAN Guarda. De acordo com Pedro Fonseca é fulcral para a Guarda, e para o país, colocar na agenda política o debate sobre o fim das portagens nestas ex-SCUTS (auto-estradas sem custos para o utilizador). “Os efeitos nefastos que a cobrança de portagens na A23 e na A25 tem provocado junto dos cidadãos e empresas deste distrito, e de todos os outros atravessados por este tipo de vias, não podem compensar as receitas apuradas”, afirma o dirigente. E conclui: “Esta petição materializa uma reivindicação comum das populações da Guarda e é uma prova inequívoca de que não nos conformamos com a situação que pretendemos ver debatida nas mais altas instâncias do país”.