A loja «Guarda Roupa», localizada na Avenida de São Miguel, n.º 27, Rés-do-Chão Direito, na Guarda-Gare

, que abriu as portas em Agosto de 2014, por iniciativa da empresária Telma Nunes, de 35 anos, vende artigos de pronto-a-vestir, calçado e acessórios de moda novos e também em segunda mão. O estabelecimento funciona no local onde antigamente esteve instalada a «Casa das Noivas» e uma «Loja dos Chineses». Telma Nunes contou ao Jornal A GUARDA que decidiu estabelecer-se por conta própria após ter trabalhado, cerca de três anos e meio no «Restaurante Colmeia»: “Optei por mudar de ramo e deixei a restauração e abri esta loja com artigos para senhora, homem e criança”.
A empresária explicou que na sua loja tem preços acessíveis, tendo seguido o exemplo de um estabelecimento existente na cidade de Gouveia, de onde é natural. “Os preços que pratico são mais baixos do que nos outros estabelecimentos do género porque não tenho a margem de lucro tão elevada como as outras lojas costumam ter e vendo os artigos mais baratos. Há dois meses abri uma secção de calçado, pronto-a-vestir e acessórios (carteiras, fios, cintos, etc.) em segunda mão, que está a ter um grande sucesso”, adiantou. Na «Guarda Roupa» o cliente pode comprar artigos novos e em segunda mão, referindo Telma Nunes que comprando em segunda mão a poupança para o consumidor será maior. “No usado temos artigos que custam desde um euro até, no máximo, 15 euros, mas, desde que sejam de marca. Temos, por exemplo, calças a 3 e a 4 euros”, explicou. Disse ainda que o artigo usado é vendido à consignação com particulares que ali entregam as peças. “Depois de vendidas, 60% do valor recebido fica para a loja e 40% para a pessoa que as entregou para venda. Conforme vendo vou pagando às pessoas. Ajudo os outros e ajudo-me a mim. Comecei com roupa de Inverno e agora já estou a aceitar de Primavera e Verão”, contou. E acrescentou: “Vem cá muita gente trazer roupa em segunda mão, para consignação. Já tenho 36 pessoas da Guarda, de Celorico da Beira, de Figueira de Castelo Rodrigo e muitas são emigrantes que trazem coisas de França”.
A comerciante considera que a ideia de vender artigos já usados “é boa”, embora refira que “o negócio é que está muito fraco”. “Entre o novo e o usado as pessoas estão a comprar o usado por causa do preço. Se os artigos não estivessem identificados como sendo em segunda mão ninguém se apercebia, porque tenho tudo lavado, passado a ferro e organizado por secções”, referiu. “Tendo o novo e o velho, as pessoas que vêm ver o novo vêm o usado e vice-versa, sendo que há vantagens em comprar o artigo usado porque está isento de IVA. Ainda no outro dia uma senhora andava à procura de calças novas para o marido e, ao ter conhecimento da secção de usados, disse que esperava pelo dia seguinte para ver o usado”, adiantou ao Jornal A GUARDA. Na secção de artigos em segunda mão a empresária diz que é possível encontrar, por exemplo, peças das marcas Ana Sousa, Levis, Tiffosi, entre outras “a preços de 3, 4 e 5 euros”. “Há pessoas que trazem as peças ainda novas, com a etiqueta”, vincou. Disse ainda que na sua loja “uma pessoa compra uma camisola nova entre os 12 e os 15 euros e, por esse valor, leva 5 ou 6 peças usadas. Leva uma toilete completa pelo mesmo preço”.
A cliente Maria Helena Marques disse ao Jornal A GUARDA que na loja «Guarda Roupa» compra roupa nova “muito mais em conta” do que em outros estabelecimentos do género. “Hoje estou quase toda vestida de roupa comprada aqui. É raro o dia em que não tenha uma peça da «Guarda Roupa»”, referiu, com satisfação.
O funcionamento diário do estabelecimento comercial, situado nas proximidades da Rotunda do Anjo, na Guarda-Gare, é assegurado pela proprietária que, de vez em quando, recebe estagiários da Associação Comercial da Guarda e do NERGA. A loja funciona, de segunda a sexta-feira, das 9.30 às 13.00 horas e das 14.30 às 19.00 horas, e ao sábado das 9.30 às 13.00 horas.