O «Restaurante Divinos», localizado na Avenida Afonso Costa, junto à Dorna, na cidade da Guarda,

reabriu as portas no dia 1 de Novembro de 2015 por iniciativa de duas irmãs que estavam desempregadas. O estabelecimento é agora explorado por uma sociedade formada por Ana Paula (residente na Faia, que trabalhava num Lar e numa unidade de turismo de habitação e estava desempregada há cerca de 3 anos) e por Maria José (residente na aldeia dos Trinta, antiga operária fabril, que também estava na situação de desempregada há meia dúzia de anos). “Como não aparecia nada (para emprego) e a minha irmã já fazia festas e baptizados com outra senhora e eu tinha alguma experiência no turismo, apareceu esta oportunidade e aventurámo-nos com o negócio por nossa conta”, justificou a empresária Ana Paula.
O estabelecimento está a funcionar há cerca de dois meses e meio e as duas sócias fazem um balanço positivo do negócio: “Não está a ser fácil, mas as coisas estão a correr bem, até melhor do que se esperava”. “Está difícil ao nível de burocracias e de exigências, mas no dia-a-dia estamos a trabalhar como idealizámos. Já temos clientela certa e fidelizada”, acrescentou Maria José, que destaca a qualidade dos pratos confeccionados no seu restaurante. “Há uma diferença entre as coisas ditas modernas e os nossos temperos antigos, porque nós confeccionamos a comida à base do natural, com recurso, por exemplo à cebola e ao alho. A nossa cozinha é tradicional e servimos diariamente pratos tradicionais. Tentamos evoluir em algumas coisas, mas a nossa base é a tradicional”, explicou. A empresária, que também trabalha na cozinha, garantiu que no estabelecimento “apuramo-nos na confecção da comida como nas nossas casas. Damo-nos ao luxo de preparar tudo como na nossa casa, mesmo ao nível das hortaliças”. “Nós fazemos por ter as coisas sempre bem-feitas e os produtos utilizados são de qualidade. Já nos têm vindo a vender coisas e comprámos a primeira vez, mas não voltámos a comprar, porque verificámos que não eram de acordo com a qualidade que nós exigimos”, afiançou Ana Paula.
O «Restaurante Divinos» serve diariamente três pratos do dia (arroz de marisco, arroz de pato, bacalhau à brás, carne de porco à alentejana, feijoada, arroz à valenciana, polvo à lagareiro, bacalhau espiritual, pernil de porco assado no forno, massa à bolonhesa, etc.) e grelhados. Ao jantar serve um prato diário e grelhados e, ao domingo, serve leitão assado, entre outros pratos do menu. Quanto às sobremesas, as proprietárias garantem que são todas caseiras. A especialidade é o Doce da Casa (tipo pudim de bolacha), mas também serve arroz-doce, pudim caseiro, molotof, mousse de chocolate, tartes diversas, as tradicionais papas de milho (três variedades), entre outras.
Em relação a preços, o restaurante serve almoços (de segunda a sexta-feira) a 4 euros a meia dose (entrada, pão, bebida, sopa, meia dose do prato do dia, sobremesa e café) e a 6 euros a dose (entrada, pão, bebida, sopa, prato do dia, sobremesa e café). Ao domingo serve a dose a 7 euros e a meia dose a 5 euros. Ana Paula disse ao Jornal A GUARDA que o estabelecimento, para além da qualidade, também tem os preços praticados como mais-valia, tendo em conta a crise que continua a afectar o país: “As pessoas fazem uma refeição de qualidade como não há em lado nenhum e a baixo custo”.
O restaurante, com lotação para 55 pessoas, também serve grupos e festas (do Pai-Nosso, Baptizados, Comunhões, etc.) e tem serviço de take-away (refeições para fora). Funciona de domingo a sexta-feira com as duas proprietárias, com uma ajudante de cozinha e com uma empregada de mesa (Rita Santos, filha de Ana Paula). Neste momento, acolhe uma aluna estagiária (Jessica Sobral) da Escola Secundária Afonso de Albuquerque, que frequenta o curso de Restauração, Bar e Mesa.