Empresa está localizada em Vila Cortês do Mondego


A Dura Automotive, empresa localizada em Vila Cortês do Mondego, concelho da Guarda, corre o risco de perder 60% da sua produção, já a partir de Outubro. De acordo com o presidente da Câmara da Guarda tanto o Município como o Governo estão a acompanhar a situação.
Carlos Chaves Monteiro disse aos jornalistas, no final da reunião do executivo, desta segunda-feira, 26 de Agosto, que um cliente que representa 60% da produção da Dura “vai ser deslocalizado para a Índia”.
A autarquia, juntamente com o Ministério da Economia e o próprio director da unidade, Fernando Grilo, procuram soluções para o problema que paira sobre a unidade industrial do concelho da Guarda.
“A Comissão de Trabalhadores é conhecedora destas sinergias da Câmara Municipal, que existem em prol da defesa do emprego, da indústria e daquele investimento internacional na Guarda” disse Carlos Chaves Monteiro. Numa altura em que é praticamente certo que 60% da produção corre risco de deixar a Dura, o autarca considera importante olhar para os 40% que ficam, de forma que a empresa não feche portas. E acrescentou: “É importante para a Guarda manter todos os investimentos.
Em declarações aos jornalistas, no final da reunião do executivo, Carlos Chaves Monteiro garantiu que, até Outubro, o maior cliente continuará a solicitar a produção à Dura da Guarda, mas a partir dessa data, será necessário encontrar potenciais investidores.
O presidente da autarquia lembrou que a Dura é um equipamento fabril dotado de infra-estruturas modernas e com espaço para expandir a actividade industrial. Considerou que “as notícias sobre a Dura são preocupantes” e prometeu ver os mecanismos que podem ser usados para “agilizar a situação”. Carlos Chaves Monteiro deu conta da disponibilidade da autarquia para ajudar a resolver a situação mas lembrou que “não pode interferir na gestão de uma empresa privada”.
A pensar na expansão da actividade industrial, Carlos Chaves Monteiro disse que a autarquia contratou uma “Empresa Angariadora de Investimento”. E acrescentou: “temos condições para que os negócios sejam promissores”.
O assunto relacionado com a empresa de Vila Cortês do Mondego foi abordado no período de antes da ordem do dia, da reunião do executivo municipal da Guarda, pelo vereador Eduardo Brito. Sobre a Dura disse que “as notícias que vêm a público não são famosas e o assunto é difícil”. Considerou que “o problema já anda há muito tempo” e que “o Governo está a trabalhar para encontrar uma solução”.
O vereador socialista considerou que a Câmara Municipal “é pouco ousada” e devia ter “uma estrutura profissionalizada na procura de investimento” para o território.