Almoço debate sobre “Portugal de Amanhã – Uma visão estratégica para a próxima década”


O Presidente da Câmara Municipal da Guarda disse que “é nos territórios de baixa densidade que se joga muita da competitividade e do desenvolvimento sustentável do nosso País”. Sérgio Costa falava na sessão de abertura de um almoço debate sobre “Portugal de Amanhã – Uma visão estratégica para a próxima década”, realizado pela Associação Empresarial NERGA, esta segunda-feira, 16 de Maio.
O autarca considerou que “os territórios de baixa densidade têm de começar a ser considerados como uma folha em branco, em que podemos ‘desenhar’ sem cometer alguns erros do passado, que contribuíram para a falta de coesão do nosso país. Para isso, temos a ‘caneta’ dos fundos europeus até 2030”.
Sérgio Costa adiantou que “esta derradeira oportunidade permite ao centralismo de Lisboa novas oportunidades para desenvolver Portugal como um todo”. E acrescentou: “Investir no interior deve ser encarado como uma prioridade”.
O autarca referiu que a Guarda “quer ser uma das cidades médias dos territórios de baixa densidade com maior aposta na competitividade, potenciando a exploração sustentável dos seus recursos endógenos e o desenvolvimento rural”.
Falou do papel primordial do Plano de Recuperação e Resiliência lembrando que “o clima e o digital representam mais de metade” da dotação do plano.
Sérgio Costa disse que num futuro próximo, a sustentabilidade e o digital “serão um factor de diferenciação das empresas e dos territórios”. E explicou: “É nosso objectivo tornar a Guarda num verdadeiro ‘hub’ do interior, um ‘hub’ tecnológico e de empreendedorismo do interior de Portugal, alicerçado na Transição Digital. Um ‘hub’ que será a verdadeira Agência de Desenvolvimento deste território”.
Sérgio Costa referiu que a Guarda é “‘amiga’ do investimento e do emprego” e que é preciso “atrair recursos humanos qualificados” para as empresas. E explicou: “A educação, a saúde, a cultura e o associativismo têm, forçosamente, de ser factores de atractividade e fixação de recursos humanos capacitados, para alavancar as nossas empresas e a nossa região”.
O presidente do NERGA, Orlando Faísca, lembrou que no interior do país faltam emprego qualificado e mão-de-obra. Considerou que para “acelerar o crescimento económico”, é fundamental apoiar o tecido empresarial.
Considerou que “é urgente criar uma vantagem competitiva para a captação de investimento para atracção de recursos humanos qualificados para a região”.
Lembrou que o Plano de Recuperação e Resiliência e o quadro comunitário 2030 podem ter uma “discriminação altamente positiva”.
O responsável também disse que só haverá vantagem competitiva com discriminação fiscal e majoração das candidaturas a fundos comunitários.
No almoço debate também participaram, como oradores, Fernando Alfaiate, presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, e José Eduardo Carvalho, presidente da direcção da Associação Industrial Portuguesa (AIP)/Câmara de Comércio e Indústria (CCI).