“A sétima temporada da Fórmula E, este ano elevada ao estatuto de Campeonato do Mundo FIA, arranca, em Santiago do Chile, a 16 de janeiro,

e a DS Techeetah campeã, em 2019, com o francês Jean-Eric Vergne, e em 2020, com o português António Félix da Costa, pilotos que continuarão ao volante dos seus carros, quer somar o terceiro título consecutivo.Campeão em título, António Félix da Costa confessa que «a conquista do primeiro título na Fórmula E deu-me mais vontade de repetir o feito e sei que, vamos ter duelos fantásticos no próximo ano, em que partimos em busca do primeiro título de campeões do Mundo e tudo faremos para o conquistar. Os carros são mais rápidos e estou ansioso para chegarmos a Santiago, onde vamos entrar em força». Único piloto com dois títulos (2018 e 2019), o francês Jean-Eric Vergne revela que «desde que entrei na DS Techeetah vi que a preocupação era fazer sempre melhor e os resultados alcançados, este ano, provaram a nossa competitividade e queremos mantê-la no próximo ano, pelo que reinventámos a nossa abordagem e a nossa visão a longo prazo. A equipa fez um trabalho notável e só quero chegar a Santiago».A sétima temporada da Fórmula E, a primeira com o cunho de Campeonato do Mundo, arrancou no Circuito Ricardo Tormo (Valência), palco de quatro dias de testes, onde as equipas testaram os desenvolvimentos que têm por objetivo tornar mais competitivos os carros, que vão utilizar a partir de janeiro.Segundo António Félix da Costa «os testes foram muito bons e podemos avaliar um vasto leque de programas e soluções que queríamos experimentar e chegámos a conclusões preciosas para a próxima época. É que estivemos muito competitivos, mesmo recorrendo à mecânica usada na temporada anterior, que é a que, em princípio, vamos utilizar no Chile e na Arábia Saudita, por estar “au point”, ao contrário do que sucede com as novidades que ainda não estão 100% afinadas. Essa opção pode ser importante, por a concorrência ir usar carros que podem apresentar os habituais problemas de juventude»No conjunto dos quatro dias de teste, o alemão Maximilian Guenther (BMW) registou o melhor tempo, com os 24 carros que estiveram em ação a caberem em menos de 0,8", o que deixa antever uma temporada emotiva. O português António Félix da Costa (DS) foi o mais rápido da equipa franco-chinesa, ao registar o quarto tempo (a 0,055" do alemão), com o seu companheiro de equipa, o francês Jean-Eric Vergne (DS) a colocar-se quatro lugares atrás. O Campeonato de 2021 terá 14 corridas, com Santiago do Chile, Diriyah, na Arábia Saudita, e Londres a serem as cidades que recebem duas corridas, com a Coreia do Sul a estrear-se no calendário que terá de ser aprovado pela FIA, no Conselho Mundial.