Comemorativa do 18.º aniversário da classificação pela UNESCO


O 18.º aniversário da classificação da Arte Rupestre Paleolítica do Vale do Côa como Património Mundial pela UNESCO, assinalado no dia 2 de Dezembro, ficou marcado pela inauguração, no Museu Arqueológico do Carmo, em Lisboa, de uma exposição documental promovida pela direcção da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Sendo esta associação uma das instituições que, há cerca de vinte anos, liderou a campanha a favor da sua salvaguarda, decidiu promover, em colaboração com a Fundação Côa Parque, uma exposição documental que tem por objectivo sensibilizar os numerosos visitantes nacionais e estrangeiros deste Museu para a importância excepcional deste património do concelho de Vila Nova de Foz Côa. Com a exposição “Côa, a arte da luz”, que fica patente ao público até Fevereiro de 2017, os promotores pretendem “estabelecer uma «ponte» entre Lisboa e Foz Côa, como forma de estreitar os 400 km que separam o mais antigo e o mais recente Museu Arqueológico do país, e levar o público em geral a visitar o Museu e o Parque Arqueológico do Vale do Côa, e a descobrir as mais antigas manifestações artísticas ao ar livre que se conhecem na Península Ibérica, algumas das quais têm mais de 22.000 anos, bem como o seu enquadramento paisagístico”. “Com efeito, estas gravuras localizam-se numa zona de grande beleza natural que, embora tenha sofrido profundas alterações desde os tempos paleolíticos, constitui hoje um microclima de características mediterrânicas, onde se produzem alguns dos melhores vinhos da região duriense, bem como outros produtos de grande qualidade, como o azeite, o figo e a amêndoa”, refere a direcção da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Acrescenta que os vários núcleos de gravuras, devido à sua localização, só podem ser visitados por pequenos grupos, em viaturas de todo o terreno, com guia e marcação prévia. “Porém, o Museu do Côa está aberto todo o ano, proporcionando uma excelente introdução à Arte Rupestre Pré-Histórica, muito apoiada em meios audiovisuais, para quem não disponha da possibilidade de visitar nenhum dos núcleos de gravuras”, conclui.