A exposição ‘Habitar a Obra’, da artista consagrada Helena Almeida, está patente ao público, no Museu da Guarda, até 24 de Janeiro de 2021.A exposição, com obras da Colecção de Serralves, foi inaugurada esta segunda-feira, 26 de Outubro, e abriu ao público apenas no dia seguinte, na sala principal de exposições temporárias.Consagrada internacionalmente pelo seu percurso singular, Helena Almeida (Lisboa, 1934-2018) usa o seu corpo como extensão do desenho, da pintura e da fotografia. A criadora portuguesa delineia meticulosamente uma coreografia na composição das suas obras em estudos e desenhos preparatórios que evidenciam a sua utilização da cor e do corpo, de que é exemplo a sua obra “Sem Título” (1994-1995), uma peça especialmente produzida para a exposição da artista na Casa de Serralves, em 1995, que assume posição de destaque na mostra patente no Museu da Guarda.A presente mostra enquadra-se no programa de exposições e apresentação de obras da Colecção de Serralves, especificamente seleccionadas para os locais de exposição com o objectivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados e de todas as regiões do país.A Colecção de Serralves centra-se na arte contemporânea produzida desde os anos 1960 até à actualidade, distinguindo-se pela perspectiva internacional que proporciona sobre a arte portuguesa produzida desde esse período histórico de mudanças políticas, sociais e culturais a nível planetário. Cumprindo o seu programa de pesquisa e desenvolvimento permanentes, a Colecção de Serralves mantém uma aturada atenção à criação do século XXI, em particular à relação das artes visuais com a performance, a arquitectura e a contemporaneidade no âmbito de um presente pós -colonial e globalizado.A Colecção de Serralves integra obras que são propriedade da Fundação de Serralves, incluindo um importante núcleo de livros e edições de artistas, e obras provenientes de várias colecções privadas e públicas que foram objecto de depósitos de longo prazo.De entre os acervos depositados em Serralves que constituíram pontos de referência para o seu desenvolvimento contam-se a colecção da Secretaria de Estado da Cultura e a colecção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.