Guarda


O Museu da Guarda inaugurou, na quinta-feira, dia 22 de Janeiro, a exposição de longa duração “Museu da Guarda: colecção de Armaria”. A mostra está patente na sala de exposições conhecida como “Sala das Armas”, que futuramente também permitirá acolher exposições de tipologia diversa, como fotografias, pintura ou escultura, ampliando dessa forma a capacidade expositiva do museu, uma vez que as paredes estavam anteriormente em pedra e agora possuem um novo fundo em branco.
O Museu da Guarda possui no seu acervo um conjunto significativo de armas e acessórios militares, que permitem documentar a evolução da armaria do século XVII ao XIX. Muito apreciada pelos visitantes, a exposição de armaria surge agora com uma museografia renovada, possibilitando uma leitura mais adequada dos objectos expostos e uma substituição mais frequente das armas, permitindo apresentar de forma rotativa toda a colecção.
No acto inaugural, a directora do Museu, Aida Rechena, justificou a intervenção realizada na “Sala das Armas” por considerar que “as armas mereciam uma nova museografia”. Utilizando basicamente as mesmas armas que estavam expostas anteriormente, o Museu deu-lhe uma nova apresentação expondo-as “por categorias e por ordem cronológica” permitindo “um vislumbre pequenino da evolução das armas”, segundo a responsável. Aida Rechena considerou que as armas “são um exemplo magnífico do engenho do ser humano” e “impressionam sempre pela tecnologia”. Por outro lado, algumas delas apresentam “decorações fantásticas”, sendo suportes de criatividade “de uma grande delicadeza e sensibilidade”.
O Museu da Guarda tem em exposição 32 espingardas e entre 30 a 40 pistolas, mas o seu acervo de armaria é constituído por 120 peças. Entre as peças expostas contam-se uma espingarda do tempo das Invasões Francesas, uma espingarda do século XVIII com baioneta e balas de canhão da Batalha de Salgadela (travada a 7 de Julho de 1664, no lugar da Salgadela, Freguesia da Mata de Lobos, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo).