Anúncio feito por Álvaro Amaro na atribuição do Prémio Eduardo Lourenço 2016


O Centro de Estudos Ibéricos (CEI), que tem sede na Guarda, vai atribuir em 2017, um novo Prémio destinado a distinguir projectos na área da investigação, inovação e território. O anúncio foi feito por Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal da Guarda e membro da direcção do CEI, na sexta-feira, dia 1 de Julho, na cerimónia de entrega do Prémio Eduardo Lourenço 2016 ao escritor chileno Luís Sepúlveda.
Álvaro Amaro referiu que no ano passado lançou o desafio aos parceiros do CEI (Universidades de Coimbra, Salamanca e Instituto Politécnico da Guarda) “para a reflexão acerca do futuro deste ou de outro Prémio, que incentivasse e distinguisse aqueles que nos ajudam a pensar e a concretizar estratégias de progresso para estes territórios designados de baixa densidade, mas, acrescento, e insisto, de elevado potencial”. “Paralelamente, o novo ciclo de políticas comunitárias que agora se inicia, convoca-nos e estimula-nos a novas abordagens tendo em vista oportunidades criativas de desenvolvimento e de coesão. O estímulo à investigação, o apoio ao estudo e o impulso de iniciativas inovadoras orientadas para a projecção dos nossos territórios comuns dão o mote, ou melhor, irão dar o mote, ao novo prémio que hoje, em nome da direcção do CEI aqui apresento: o Prémio Centro de Estudos Ibéricos IIT - Investigação, Inovação e Território”, declarou o autarca. Acrescentou que o novo galardão terá como objectivo “distinguir a investigação inteligente, a inovação e o empreendedorismo sempre numa linha de compromisso com as regiões de fronteira”. “Contemplará duas modalidades: uma primeira, de investigação, para premiar estudos sobre temas relevantes na defesa do património e dos valores naturais, da coesão social e do desenvolvimento local; uma segunda linha terá como foco a inovação e o território para iniciativas inovadoras, na valorização dos recursos endógenos, no uso das tecnologias ao serviço do desenvolvimento e da qualidade de vida e, naturalmente, na inovação territorial”, disse. Segundo Álvaro Amaro, o prémio estará dotado com 5.000 euros, a dividir pelas duas modalidades. “Ou seja, os trabalhos ou projectos seleccionados receberão um apoio do CEI no valor de 2.500 euros, podendo naturalmente, se o júri soberano assim o vier a entender, se não houver o Prémio na primeira linha de que referi, poder acumular para a segunda ou da segunda para a primeira, ou não. Soberania total para a decisão do júri que viermos a constituir”, explicou. “O CEI continua assim a estimular a cooperação e o intercâmbio entre pessoas, instituições e territórios, apostando no justo equilíbrio entre a investigação e a acção, entre o pensar e o fazer, para distinguir tanto trabalho, estudos e projectos de investigação, como boas práticas de desenvolvimento económico e social orientadas para a projecção da nossa realidade. Assim, assumindo sempre a cultura e o conhecimento como bases do desenvolvimento social, anuncio aqui que já em 2017 teremos estes dois prémios: o Prémio Eduardo Lourenço, que continuará a celebrar um valor consagrado e a reconhecer um percurso, e o novo prémio Investigação, Inovação e Território que incentivará as tais novas valias e abordagens territoriais e inovadoras, distinguindo aqueles que nos ajudam a pensar e a concretizar estratégias de progresso”, afirmou.
Na cerimónia realizada na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, Álvaro Amaro procedeu à entrega do Prémio Eduardo Lourenço ao escritor chileno Luís Sepúlveda. O escritor disse que recebeu o galardão com “uma emoção muito especial”, por ter o nome de Eduardo Lourenço. “Este prémio tem para mim um significado muito especial e muito emotivo. É um prémio de uma emoção muito especial e só me resta dizer muito obrigado”, declarou. Já o ensaísta Eduardo Lourenço considerou que Luís Sepúlveda é um escritor de “reputação mundial” e “um autor de craveira mundial”.
O Prémio Eduardo Lourenço, atribuído pelo CEI, teve a sua primeira edição em 2004 e já distinguiu diferentes personalidades de relevo de Portugal e de Espanha. As anteriores edições contemplaram Maria Helena da Rocha Pereira (professora Catedrática de Cultura Greco-Latina, Agustín Remesal (jornalista), Maria João Pires (pianista), Ángel Campos Pámpano (poeta), Jorge Figueiredo Dias (professor Catedrático de Direito Penal), os escritores César António Molina, Mia Couto e Agustina Bessa-Luís, José María Martín Patino (teólogo), Jerónimo Pizarro (professor e investigador) e Antonio Sáez Delgado (professor e investigador).