Abertas as inscrições ao Prémio Eduardo Lourenço 2022


O Município da Guarda, com o Centro de Estudos Ibéricos, está já a trabalhar no programa comemorativo do Aniversário dos 100 anos de Eduardo Lourenço, patrono da Biblioteca Municipal, que se assinalarão em Maio de 2023.
O anúncio foi feito esta segunda-feira, 23 de Maio, dia em que Eduardo Lourenço faria 99 anos, e também o dia do arranque das candidaturas à 18ª edição do Prémio Eduardo Lourenço, galardão instituído pelo Centro de Estudos Ibéricos destinado a premiar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas.
O Prémio, no montante de 7.500 euros será atribuído por um júri constituído pelos membros da Direcção do Centro de Estudos Ibéricos (Reitor da Universidade de Coimbra, Reitor da Universidade de Salamanca e Presidente da Câmara Municipal da Guarda) e por mais oito elementos (representantes das Comissões Executiva e Científica do CEI e quatro personalidades convidadas pela Direcção). Qualquer instituição ou pessoa pode enviar propostas de candidaturas até 23 de Setembro para o Centro de Estudos Ibéricos.
Instituído em 2004, o Prémio Eduardo Lourenço distinguiu personalidades e instituições de relevo de Portugal e Espanha: Maria Helena da Rocha Pereira, Professora Catedrática de Cultura Greco-Latina (2004), Agustín Remesal, Jornalista (2006), Maria João Pires, Pianista (2007), Ángel Campos Pámpano, Poeta (2008), Jorge Figueiredo Dias, Professor Catedrático de Direito Penal (2009), César António Molina, Escritor (2010), Mia Couto, Escritor (2011), José María Martín Patino, Teólogo (2012), Jerónimo Pizarro, Professor e Investigador (2013), Antonio Sáez Delgado, Professor e Investigador (2014), Agustina Bessa-Luís, Escritora (2015), Luis Sepúlveda, Escritor (2016), Fernando Paulouro das Neves, Jornalista e Escritor (2017), Basilio Lousada Castro, Escritor (2018), Carlos Reis, Professor e Investigador (2019), Ángel Marcos de Dios, Professor e Investigador (2020) e Fundação José Saramago (2021).
Eduardo Lourenço de Faria nasceu em São Pedro de Rio Seco (Almeida), a 23 de Maio de 1923 e faleceu em Lisboa, a 1 de Dezembro de 2020.
Frequentou o Liceu da Guarda e cursou Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde leccionou como professor assistente até 1953, assumindo desde então uma atitude crítica e um pensamento autónomo.
A partir de 1954, leccionou em universidades estrangeiras nas cidades de Hamburgo, Heidelberg, Montpellier, São Salvador da Baía, Grenoble e Nice, onde se aposentou em 1988, ficando a viver na região. Fixou residência em Vence até 2013, altura em que, após a morte da esposa, Annie Salomon de Faria, regressou a Portugal.
A produção ensaística de Eduardo Lourenço, abrangendo diversas áreas, da literatura e da arte aos acontecimentos políticos contemporâneos, tornou-se um fenómeno singular na cultura portuguesa, orientada por uma constante argumentação personalista, que se traduziu em mais de 40 livros e inúmeros artigos, prefácios, críticas e recensões. As suas Obras Completas têm vindo a ser editadas pela Fundação Calouste Gulbenkian.