Proposta foi apresentada na reunião de Câmara

“Fazer um regulamento do parque arbóreo da cidade” foi o desafio lançado pela vereadora do PS, na última reunião quinzenal da Câmara da Guarda. Cristina Correia considerou que “plantar só as árvores não chega”, sugerindo que se avance com o levantamento e quantificação de todas as espécies existentes na área urbana da Guarda. Na reunião, antecipada do dia 24 para o dia 19 de Fevereiro, Manuel Simões, também vereador do PS na Câmara da Guarda, fez uma exposição sobre os “espaços verdes urbanos”, onde referiu que “a presença das árvores no meio urbano” é cada vez mais assumida como “factor determinante à garantia da saúde”, ultrapassando “o conceito de simples elemento estético”. O vereador socialista descreveu os principais benefícios da presença das árvores no meio urbano ao mesmo tempo que alertou para os impactos negativos de “um incorrecto planeamento urbano e uma inadequada selecção e localização de árvores e sua manutenção”. Considerou fundamental “o acompanhamento técnico por profissionais qualificados e a formação dos operadores” com vista à condução adequada da árvore. Manuel Simões questionou o executivo sobre os procedimentos que vão ser adoptados na requalificação urbana dos arruamentos no Eixo Rodoviário da Avenida Afonso Costa, Avenida Alexandre Herculano, Rua Soeiro Viegas e Alameda de Santo André, nomeadamente em relação ao número, localização e espécies de árvores a abater. Outra das questões levantadas teve a ver com a existência ou não de pareceres técnicos de suporte à decisão de abate. O presidente da autarquia, Carlos Chaves Monteiro, adiantou que “a Câmara Municipal está na primeira linha de defesa de respeitar a existência de árvores na área urbana”. Admitiu que “se for necessário”, para avançar com o projecto de requalificação de algumas vias, haverá o abate de algumas árvores que serão substituídas por outras. Disse também que “nunca houve tantas árvores no espaço urbano como agora” e os reajustamentos que possam vir a acontecer têm a ver com “a requalificação, o estacionamento e a deterioração do pavimento”. Carlos Chaves Monteiro adiantou que, nos últimos anos, “foram plantadas mais de duas mil árvores”, mas considera que “há árvores com determinado porte, na cidade, que criam um risco potencial para a vida das pessoas”.Em relação ao desafio lançado pela vereadora socialista, o presidente da autarquia considerou que “o regulamento é uma ideia”, mas é importante “ver em que medida beneficiará, de forma mais eficiente e eficaz, o parque arbóreo da cidade”.