“Não responde aos nossos e-mails, é uma falta de respeito” disse Cristina Correia, ao jornal A GUARDA, sobre o procedimento do presidente da Câmara Municipal da Guarda em relação aos muitos pedidos dos vereadores do Partido Socialista.

Desde o dia 2 de Fevereiro que os vereadores da oposição aguardam resposta para algumas questões relacionadas com as obras na Avenida Alexandre Herculano, sobre um parecer técnico do plano arbóreo da cidade, bem como sobre a zona de implantação de um Parque TIR, em São Miguel da Guarda, e dos testes de Covid-19. Cristina Correia lamenta o silêncio de Carlos Chaves Monteiro sobre assuntos importantes da vida dos guardenses e do futuro do concelho. Na reunião desta segunda-feira, a segunda em tempo de confinamento, a vereadora do PS também manifestou descontentamento em relação ao comportamento desajustado do presidente da autarquia, no dia 25 de Abril, durante a visita aos Bombeiros de Famalicão da Serra, que começou a cerimónia sem a presença dos vereadores da oposição e da presidente da Assembleia Municipal. “Foi uma grande falta de respeito pelos vereadores da oposição e da presidente da Assembleia Municipal”, referiu. Com o reduzido número de reuniões ao longo dos dois últimos meses, Cristina Correia diz que vai sabendo das coisas relacionadas com a Câmara Municipal da Guarda através da comunicação social. “A democracia na Guarda está parada, ao contrário do que acontece no resto do País, onde a maior parte das autarquias já reúne presencialmente”, explicou. Em relação à saída do director do Museu Regional da Guarda, Cristina Correia disse que não sabia da mudança e mostrou alguma apreensão em relação ao momento em que acontece. “Quando João Mendes Rosa foi escolhido para este lugar disseram que era o melhor e agora deixam-no ir embora, numa altura em que está em curso a candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura”, referiu.Ao que o Jornal A GUARDA apurou, a saída de João Mendes Rosa não será assim tão pacífica como o presidente da autarquia quis fazer passar. A decisão do ainda director do Museu terá sido precipitada pelo desentendimento com o vereador do pelouro da Cultura, Victor Amaral, e com a chefe de divisão, Alexandra Isidro.