Sérgio Costa continua a defender a redução de 50% no valor da água

Sérgio Costa, vereador do PSD na Câmara da Guarda, continua a defender “a redução do custo da factura da água em 50% para os meses de Março, Abril, Maio e Junho de 2020 (sujeito a prolongamento consoante o evoluir da situação)”. Na última reunião do executivo, e a primeira em que participou depois de ter sido afastado da vice-presidência e de lhe terem sido retirados os pelouros, foi surpreendido pela não inclusão do documento com um Plano de Apoio aos Cidadãos, Instituições e Economia, onde constavam várias medidas de mitigação social e económica para o Concelho da Guarda.“Apresentei o documento com as medidas em tempo útil, mas o senhor presidente alegou que entrou fora de prazo, apesar de terem entrado no mesmo dia, 6 de Abril, que as apresentadas por ele e que acabámos por aprovar, por unanimidade”, disse Sérgio Costa, ao Jornal A GUARDA. Igual sorte tiveram as propostas apresentadas pelos vereadores do PS e outras provenientes dos grupos parlamentares da Assembleia Municipal. O vereador não entende esta tomada de posição por parte do presidente da autarquia e lembra que, até há bem pouco tempo, o executivo aceitou sempre as propostas, que os vereadores do PS apresentavam com 48 horas de antecedência. E adianta: “Num período de crise não há prazos e, quantas mais medidas vierem, desde que sejam positivas para Guarda, tanto melhor”. Na falta de outras propostas foram aprovadas as 26 medidas do programa “Salvaguarda”, da Câmara Municipal, em que se inclui a redução de 30% sobre tarifas de água, saneamento e RSU, nos meses de Abril e Maio, a todas as famílias, IPSS’s e empresas do concelho. Sérgio Costa considera que as medidas aprovadas, para fazer face à pandemia provocada pelo Covid-19, “ficam muito aquém do que se pode fazer”. E explicou: “Só com as iniciativas que já foram canceladas, a Câmara recuperaria a verba que não iria arrecadar com a redução de 50% no valor da factura da água”. E adiantou: “As medidas que apresentei podiam ter um impacto, em 2020, de 1,5 milhões de euros e, em 2021, com a redução do IMI, de 1,5 milhões de euros, o que é perfeitamente exequível”. Em relação à forma como foi afastado do lugar de vice-presidente, Sérgio Costa disse, ao Jornal A GUARDA, que “quem não deve não teme” e sente-se alvo de “um saneamento político, nunca antes visto, depois do 25 de Abril”. E adianta: “Todos sabem como fui eleito. Cá estarei para defender esse projecto político e a Guarda e trabalharei como sempre trabalhei”.Quanto à nova distribuição de funções pelos vereadores, Sérgio Costa deseja bom trabalho a todos. Sobre a acumulação de mais pelouros, pelo Presidente Carlos Chaves Monteiro, adianta: “Lá saberá as linhas com que se cose”.