Aluno da licenciatura de Engenharia Informática do Instituto Politécnico da Guarda,

Carlos Martins é um bom exemplo de determinação e igualmente um testemunho de que é possível conciliar formação académica com a vida profissional.
“A todos os que estão indecisos eu deixo um conselho: voltem aos estudos, porque há sempre algo para aprender e numa sociedade tão competitiva como a nossa, ter ou não competências acadêmicas pode fazer toda a diferença.”
Carlos Martins comentou-nos que, há alguns dias atrás, alguém lhe sublinhava ser “a experiência da vida muito importante, mas uma licenciatura ajuda a limar todos esses conhecimentos”. É certo, como nos referia, que o caminho não é fácil, “tal como o meu não o será, mas acredito que no final, a realização pessoal será uma sensação tão boa que não terá preço”.
Este aluno do Politécnico da Guarda recorda o ano de 2013, quando participava no concurso de Robô Bombeiro. “Nesse dia, numa das pausas no bar, um funcionário do IPG questionou-me acerca da forma como estava a decorrer a prova, perguntando-me se eu não tinha sido aluno de Engenharia Informática, isto porque me via todos os anos neste concurso.”
Carlos Martins respondeu que já tinha sido aluno, há alguns anos atrás, mas desistira porque como tinha a sua empresa não conseguia arranjar tempo para estudar e trabalhar; apenas tinha o décimo segundo ano.
“Depois desta conversa voltei para a competição mas sempre com aquela ideia na cabeça e a pensar que seria boa ideia, e importante, voltar a estudar”, lembra este aluno do IPG que, mais tarde, se inscreveu num Curso de Especialização Tecnológica, na área das Redes Informáticas. “Optei por começar a minha “aventura” por um curso mais técnico, numa área em que precisava de aprender mais alguma coisa. Para quem já não estudava há alguns anos, retomar é sempre uma “aventura”, porque estar “preso” numa sala de aula com tanta coisa acontecer lá fora (na empresa, nos clientes, etc) é sempre um pouco difícil, pelo menos no início”, recorda Carlos Martins.
“Acreditem que no início até para fazer pesquisas mais complexas no Google me custava por não estar a cem por cento presente neste novo ambiente. Passados uns dias, tudo começou a passar e aprendi a gerir todos esses fatores distrativos para assim me poder concentrar nas aulas. O primeiro semestre ia decorrendo e eu ia ficando cada vez mais entusiasmado com toda aquela informação nova e valiosa para mim”.
Conciliar os horários letivos, acompanhar as matérias lecionadas e dar resposta aos seus compromissos profissionais não foi tarefa fácil, reconhece. “Com algum esforço, e apoio dos meus colegas e professores, lá consegui acompanhar as matérias dadas. Quando me dei conta já o ano estava a acabar e eu a estudar para aprovar nos exames finais. Admito que foi preciso um grande esforço e dedicação para acabar o curso, porque há sempre disciplinas que nos requerem mais dedicação e estudo, algo que nem sempre podia dar. Olhando para trás e fazendo o balanço da minha “aventura”, uma coisa posso afirmar: voltava a fazer o mesmo”.
Carlos Martins sustenta que adquiriu novos conhecimentos que foram muito importantes tanto para a sua vida profissional, quanto para a sua vida pessoal. “Para quem achava que um CET era um mero curso, desengane-se, aprende-se bastante, é bastante exigente. Com este curso finalizado, tinha a opção de entrada direta na Licenciatura de Engenharia Informática e com 8 disciplinas de equivalência”.
A tudo isto, Carlos Martins juntou a vontade de “continuar a aprender coisas novas, a boa experiência que teve na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPG, com bons e atenciosos professores.” Voltou a ponderar a forma de conciliar os estudos com a prossecução da sua atividade profissional e empresarial. “Arrisquei, era agora ou nunca! Quando se quer muito algo, não há nada que não se consiga (porque há força de vontade) e assim começou a minha nova aventura, agora na licenciatura, iniciada em 2014.”
O primeiro ano está ultrapassado. “Olhando para trás, voltei a tomar a decisão acertada apesar de todos os contratempos e obstáculos que tive neste percurso. Mas este ano também não foram só obstáculos e derrotas, também tive vitórias, como foi o caso de passar de ano e ter vencido a competição de Robô Bombeiro, tornando-me assim campeão nacional na categoria sénior”, confessa, com justificado motivo de orgulho, este aluno do Instituto Politécnico da Guarda.