Guarda
Sindicato dos Enfermeiros quer acabar com “falsos recibos verdes” na ULS

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) promoveu uma acção de protesto, na quarta-feira, dia 28 de Maio, para exigir o fim dos “falsos recibos verdes” na Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda e a integração de 43 enfermeiros nos quadros daquela instituição. “Actualmente estão 43 enfermeiros a recibo verde e estão a aguardar que o Conselho de Administração (CA) da ULS da Guarda resolva o problema”, denunciou o dirigente do SEP, Honorato Robalo, durante a realização da concentração, em frente da sede da ULS, com a presença de cerca de três dezenas de sindicalistas e de trabalhadores.
O responsável referiu que os enfermeiros estão a trabalhar a recibo verde há vários anos e o Sindicato exige que passem a trabalhadores “dependentes e com horário completo”, passando a integrar os quadros daquela unidade de saúde. A situação é do conhecimento da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) “que enviou uma queixa formal para o Ministério Público” a quem o SEP fez chegar “a informação” relativa à situação dos enfermeiros que trabalham na ULS da Guarda mediante “falsos recibos verdes”, disse Honorato Robalo.
Na acção de protesto também marcou presença o dirigente da União dos Sindicatos da Guarda, Pedro Branquinho, que denunciou o despedimento de cerca de três dezenas de assistentes operacionais da ULS “que exercem funções permanentes nas unidades de internamento”. O sindicalista disse que os trabalhadores estão a ser substituídos por outros em regime de Contractos de Emprego de Inserção, o que coloca “em causa a qualidade dos serviços” prestados à população. Pedro Branquinho apelou para que os elementos do CA da ULS possam “reflectir” e que os profissionais despedidos “possam ficar nos serviços”.
Os dirigentes sindicais procuraram abordar as questões laborais denunciadas com a direcção da ULS da Guarda, mas tal não foi possível “porque não estava ninguém da administração” para os receber.
A enfermeira Cátia Santos, que exerce funções a recibo verde “há mais de e anos” no serviço de Medicina do Hospital Sousa Martins (HSM), contou que trabalha “a tempo inteiro, com horário e sem direito a férias”.
“Estou há 3 anos a recibo verde. Vou ter uma filha e vou ficar desempregada”, disse Sofia Marques, enfermeira no mesmo Hospital, referindo que outras colegas ficaram sem emprego após as respectivas licenças de maternidade.
Maria Deolinda, de 49 anos, assistente operacional há 6 anos, no serviço de Medicina do HSM contou que vai ficar desempregada em Agosto, por o contrato de trabalho não ter sido renovado. “Com esta idade, onde é que vou arranjar trabalho?”, questionou com preocupação.