Guarda | Autárquicas 2021

Sérgio Costa vai mesmo avançar como candidato à Câmara da Guarda nas próximas eleições autárquicas. “Em Outubro iremos a votos” disse o agora vereador independente da Câmara da Guarda, na conferência de imprensa que promoveu esta segunda-feira, numa unidade hoteleira da cidade. “A Guarda vai ter uma voz independente que os Guardenses já conhecem e que sempre a defendeu acima dos partidos ou de outros interesses. A Guarda vai ter um Grupo de Cidadãos Independentes que pela primeira vez será inclusivo. Todos terão a oportunidade de fazer ouvir a sua voz e as suas ideias”, referiu. Sérgio Costa adiantou que, na candidatura que vai liderar, “todas as ideologias políticas democráticas serão bem-vindas” e que “da esquerda à direita, todos terão finalmente a oportunidade de pertencer a um único partido, o Partido da Guarda”. No encontro com os jornalistas, Sérgio Costa lembrou que venceu as eleições para a Concelhia do PSD da Guarda “com a confiança de quase 400 militantes, que representam a sensibilidade de milhares de pessoas de toda a Sociedade Guardense”. “Estas eleições foram as primárias do PSD da Guarda”, considerou.Lembrou que no plenário de Militantes que se seguiu, foi discutido o processo autárquico e “o único nome votado por unanimidade para indicar às estruturas Distrital e Nacional foi apenas um, o de Sérgio Costa”. Adiantou ainda que “as regras internas determinam que devem aprovar as listas de candidaturas aos órgãos das Autarquias Locais sob proposta da Comissão Política da Secção e coordenar a actuação daqueles uma vez eleitos”.Sobre o processo de escolha do candidato do PSD à Câmara da Guarda, Sérgio Costa falou em “golpe de teatro”, em que a Distrital ignorou a proposta da Concelhia tendo apresentado outro nome “que nem sequer foi apresentado democraticamente, no local próprio, à votação na Concelhia”.“A decisão Distrital e Nacional sobre o candidato do PSD à Câmara da Guarda, não foi tomada por gentes da Guarda, mas sim por quem não conhece a realidade da Guarda”, considerou.E acrescentou: “Queriam a todo o custo afastar o militante Sérgio Costa e a sua Concelhia com manobras na ‘secretaria’, quando no campo de jogo democrático, em eleições democráticas internas perderam largamente”.Perante a falta de uma “satisfação oficial sobre todo este processo, seja da estrutura Distrital, seja da estrutura Nacional, seja de outros responsáveis políticos com assento parlamentar ou outros”, Sérgio Costa considerou que “chegou a altura de dizer basta”. Como candidato independente à Câmara da Guarda, nas próximas eleições autárquicas, Sérgio Costa promete “trabalhar com todos e para todos”. Devido às ameaças e “dada a gravidade da perseguição e do bullying político e pessoal” a que tem sido sujeito, adiantou que foi obrigado a fazer queixa às autoridades judiciais. “Não há nada nem ninguém que nos impeça de apresentar e defender as nossas ideias para a Guarda”, afirmou.Com o anúncio da candidatura independente à Câmara da Guarda, Sérgio Costa disse que deixaria de ser militante do PSD e que 90% dos órgãos da concelhia do PSD da Guarda apresentaram a demissão.