Valhelhas, Relva da Reboleira, Vale do Rossim, Lapa dos Dinheiros e Loriga, “com qualidade de ouro”

 Vale do Rossim (Gouveia, Lapa dos Dinheiros e Loriga (Seia), Valhelhas (Guarda) e Relva da Reboleira (Manteigas) são as praias do distrito da Guarda com “qualidade de ouro”. O galardão foi atribuído pela associação ambientalista Quercus, que este ano classificou 381 praias portuguesas com “qualidade de ouro”, mais seis do que em 2019.Apesar do aumento global de galardões face a 2019, a Quercus dá conta de uma diminuição no número de praias costeiras e de transição de praias galardoadas, pelo segundo ano consecutivo, enquanto as praias interiores obtiveram mais 14 distinções.A atribuição da classificação de praia com “qualidade de ouro” obedece a um conjunto de critérios de avaliação da água balnear, que, de acordo com o estabelecido no ano passado, deve ter sido classificada como excelente nas últimas cinco épocas balneares (2015 a 2019) e não pode ter registado qualquer tipo de episódio de desaconselhamento ou proibição da prática balnear ou interdição da praia no último ano.Em termos globais, das 381 praias distinguidas, 321 são costeiras, 54 são interiores e seis são de transição.A região Tejo e Oeste volta a ser aquela que consegue mais galardões, num total de 102 (mais 12 do que em 2019), seguida do Algarve, com 76 (menos 11), e do Norte, com 66 (menos oito).As regiões autónomas dos Açores e Madeira obtiveram 43 (mais quatro) e 23 (mais três) distinções, respectivamente, enquanto a região Centro conseguiu 42 (mais cinco) e o Alentejo contabilizou 29 (mais uma).A avaliação da Quercus não envolve qualquer processo de candidatura, baseando-se apenas na qualidade da água das praias. A informação utilizada é a informação pública oficial disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), tendo apenas em consideração as análises efectuadas nos laboratórios das diferentes administrações regionais hidrográficas.Em comunicado a Quercus pediu aos portugueses para que, no contexto de pandemia de covid-19, façam “um atempado planeamento das suas deslocações às praias” e que consultem a aplicação InfoPraia, da Agência Portuguesa do Ambiente, a fim de evitar acumulações no areal e nos acessos às zonas balneares.