Política/Saúde

O Grupo Parlamentar do PSD entregou, no dia 17 de Julho, uma pergunta em que questiona o Governo sobre o estado dos hospitais da Guarda e de Seia, que, tal como se lê no documento, “continuam no grau zero das preocupações do Governo, que assiste impavidamente ao seu colapso sem desenhar nenhuma resposta ou estratégia capaz de inverter a sua morte lenta”.  Os social-democratas denunciam que “em algumas das suas especialidades, as duas estruturas não passam de entrepostos ou salas de espera de ambulâncias que transportam os doentes para os Hospitais de Viseu e de Coimbra, numa irracionalidade de gestão e de recursos que só em 2019 atingiu um custo superior a 3 milhões de euros, muito mais que o suficiente para contratar as dezenas de médicos que eram necessários à prestação de cuidados de saúde dignos da população do Distrito da Guarda”.O documento, assinado por Carlos Peixoto, refere que “o tempo de espera de consultas continua a crescer obscenamente, estando já ao nível de países de terceiro mundo, como o demonstram os 803 dias da consulta de oftalmologia em Seia, os 1113 dias de consulta de ortopedia na Guarda, os 609 dias das consultas prioritárias de cardiologia na Guarda e 1499 dias das consultas normais dessa especialidade, só para citar alguns números publicados em Março de 2020 no sítio do Ministério da Saúde”. Acresce que “os profissionais de saúde escasseiam, os concursos e os estímulos para os fixar no Interior do país são uma miragem e o drama de um SNS incapaz acentua-se sem um pingo de ressentimento dos responsáveis governativos”.  O PSD quer saber o que pensa, em concreto, fazer o Governo para assegurar cabalmente os cuidados de saúde dos utentes do distrito da Guarda nos Hospitais de Seia e da Guarda; que papel específico reserva o Ministério da Saúde para a ULS da Guarda; que medidas ou incentivos pensa o Governo adoptar para atrair e fixar profissionais de saúde no Distrito da Guarda; em que fase ou estado se encontra a intenção do Governo arrancar com a obra do pavilhão 5 do Hospital da Guarda; e quando estará o Governo em condições de nomear a nova administração da ULS. A Distrital do PSD da Guarda, presidida por Carlos Condesso, também veio a público lastimar o estado a que chegaram os cuidados de saúde prestados aos cidadãos do distrito da Guarda, entendendo que “O governo do PS abandonou a região e as pessoas naquilo que elas mais necessitam: cuidados de saúde”. A Distrital lembra que “a administração da ULS da Guarda está em gestão corrente desde Dezembro de 2019 e o Governo exibe uma inacreditável incapacidade em substituir quem já terminou o seu mandato há já quase 8 meses”.