Em causa o empréstimo no valor de 7,7 milhões de euros


O PS Guarda pretende assegurar a correta aplicação de todas as verbas do empréstimo de 7,7 milhões de euros que a autarquia vai fazer junto da banca, prometendo apresentar uma proposta para haver mensalmente um relatório de acompanhamento do empréstimo.
“O Partido Socialista providenciará pela correcta aplicação de todas as verbas do empréstimo, bem como pela correta alocação financeira para cada obra e, por isso, apresentará na próxima reunião de câmara uma proposta, de relatório de acompanhamento mensal e de fiscalização das obras relacionadas com este empréstimo, garantindo assim a correcta aplicação dos fundos do erário público”, explicou António Monteirinho, da Comissão Politica Concelhia da Guarda, em conferência de imprensa, realizada no dia 15 de Fevereiro.
Na ocasião, o PS criticou o presidente da Câmara da Guarda por ter afirmado que a oposição fez um “ato de contrição” ao aprovar as alterações ao orçamento de 2023, dizendo que “não é com qualificações deste teor que a vida política municipal é dignificada e as relações políticas e institucionais valorizadas e melhoradas”.
António Monteirinho disse que o PS votou favoravelmente a revisão do orçamento de 2023 na última reunião de Câmara “atendendo às necessidades decorrentes de obrigações legais” e “por reconhecer que as alterações seriam benéficas para normal governo do concelho”.
Na reunião do dia 9 de Fevereiro, a vereadora do PS, Adelaide Campos e os vereadores do PSD votaram favoravelmente a revisão do orçamento de 2023 proposta pelo actual executivo, permitindo avançar com projectos condicionados por falta de um orçamento para 2024. “Dos 149 pedidos de alteração orçamental, alguns foram retirados por iniciativa do PS, tendo sido introduzidos outros, designadamente a requalificação da Praça Velha e centro Histórico, bem como a rubrica relativa à plantação da mata municipal, entre outras alterações”, explicou o PS que também votou favoravelmente o empréstimo para aquisição de 5 autocarros.
Em ralação ao empréstimo para assegurar a componente municipal nos investimentos nas freguesias na sequência dos incêndios e das intempéries, para requalificar o Parque Infantil do Polis e para as obras do estaleiro municipal, a vereadora do PS absteve-se.
De acordo com o PS, “a oposição viabilizou as propostas do executivo” e, por isso, “não entende que o presidente da autarquia tenha qualificado como «acto de contrição da oposição» uma atitude, que pelo contrário deveria ser por ele qualificada «responsável»”.
Recorde-se que na reunião de 9 de Fevereiro, o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, considerou que a votação foi “um ato de contrição” dos vereadores da oposição, em relação ao chumbo do orçamento para 2024.
Na sequência destas afirmações, Adelaide Campos acusou o presidente da Câmara de “desfaçatez e arrogância” em relação à oposição. A vereadora do PS voltou a insistir na necessidade de se elaborar um orçamento para 2024, deixando claro que a revisão aprovada “é um ajustamento do orçamento de 2023”.