Presidente da Câmara da Guarda promete encontrar a melhor solução

Encontrar a melhor solução para a localização do Porto Seco na Guarda é o desafio que a Câmara da Guarda quer resolver a partir de agora mas “sempre em estreito diálogo com a população e com a entidades públicas”. A garantia foi deixada pelo Presidente da Câmara da Guarda, no encontro com os jornalistas depois de ser conhecida a decisão do Governo que aprovou no Conselho de Ministros de 29 de Dezembro de 2021, um decreto-lei que transfere para a APDL - Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, S. A. a gestão do Terminal Ferroviário da Guarda.“Neste momento o que vai acontecer é que o Porto Seco é este, que está quase ele todo vedado e é preciso começar a operar com as linhas existentes, até porque temos de aproveitar a janela de oportunidade que são as obras da linha da Beira Alta que vão decorrer até ao final de 2023”, disse Sérgio Costa junto do terminal ferroviário da Guarda. “É aqui que queremos que comece a funcionar porque é aquilo que existe, mas esta infra-estrutura servirá apenas para o curto prazo”, explicou. E acrescentou: “Para o médio e longo prazo têm de ser criadas condições para a execução de uma infra-estrutura maior, de maior longevidade”. Garantiu que esse trabalho já começou a ser feito com a APDL e com o Infraestruras Portugal.“Queremos o Porto Seco e é aqui que tem de começar com as condições existentes, sem ampliações” referiu o autarca. Explicou ainda que “a existir ampliação tem de ser no local certo e não paredes meias com as casas”, sempre em estreito diálogo com a população e com a entidades públicas de maneira a encontrar a melhor solução.“Sobre a solução A, B ou C é extemporâneo e é contraproducente estar a falar sobre isso para não hipotecarmos o futuro”, considerou Sérgio Costa. E acrescentou: “Nós fizemos o trabalho de formiga e aqui está agora o primeiro canto da cigarra, mas é apenas o primeiro canto da cigarra porque, a seguir, temos de voltar a hibernar e fazer outra vez o trabalho da formiga”.“Queremos que, a partir de agora, se faça um caminho rápido, célere, para que, a curto prazo, com este espaço actual, se comece a operar, que o Porto Seco seja já uma realidade”, adiantou Sérgio Costa, isto sem esquecer “a necessidade dos investimentos que têm de ser feitos no médio e longo prazo”. E acrescentou: “São investimentos que vão demorar tempo: a declaração do impacte ambiental, o projecto de execução, o concurso da obra, a obra em si, e tudo isto leva anos”.Para por em prática a legislação, para que o Porto Seco seja uma realidade e para planear o futuro desta grande infra-estrutura “tão importante para o nosso concelho, para a nossa região, para o nosso país e para a Península Ibérica”, Sérgio Costa considera que tem de haver um trabalho célere entre a Câmara Municipal da Guarda, a APDL que fica agora com esta concessão, com a Infraestruturas de Portugal, com o Ministério das Infraestruras e com a Secretaria de Estado das Infraestruturas.O terminal ferroviário da Guarda ocupa uma área de cerca de 22 mil m2. Dispõe de quatro linhas com cerca de 150 metros de extensão e uma capacidade para parquear cerca de 400 TEU. O terminal está a cerca de 30 minutos da fronteira de Vilar Formoso e tem ligação às linhas da Beira Alta e da Beira Baixa e, através delas, a praticamente todo o território e aos principais portos nacionais.