Unidade Local de Saúde da Guarda e o Municipio da Guarda assinaram protocolo em 2022


O projecto de reabilitação do antigo Pavilhão Rainha D. Amélia, no Parque de Saúde da Guarda, ainda não foi elaborado, mais de um ano e meio depois de ter sido assinado um protocolo entre a Unidade Local de Saúde da Guarda e o Municipio da Guarda.
No dia 3 de Maio de 2022, estas entidades assinaram um protocolo tendo em vista o financiamento da elaboração de projecto do edifício com o objectivo de acolher o Centro de Investigação Nacional do Envelhecimento e outros serviços.
Na reunião de Câmara desta segunda-feira, 22 de Janeiro, a vereadora do PS, Adelaide Campos, questionou o presidente de autarquia sobre o ponto da situação deste processo.
O presidente da autarquia Sérgio Costa adiantou que é normal a vereadora do PS ter dúvidas pois “não conhece o protocolo que foi aprovada e assinado com a administração do Hospital”, através do qual “ a Câmara Municipal da Guarda pagava até 150 mil euros para o projecto a ser desenvolvido, contratado pela Administração do Hospital”. E acrescentou: “Nós pagamos mas quem contrata é a administração do Hospital e passado um ano e meio ainda não temos a factura, ainda não temos o projecto, ainda não temos o quer que seja”.
O autarca pediu aos serviços da autarquia “para enviarem à senhora vereadora esse protocolo que foi assinado” para ficar esclarecida. Adiantou que a verba “está cativa no orçamento, está consignada, esperemos que nós a possamos pagar no mais curto espaço de tempo, mas para isso têm de contratar projecto, têm de fazer projecto e nós temos de concordar com o projecto”. Explicou que “a Câmara da Guarda não pode fazer projectos numa coisa que não é sua” e por isso é que fez o protocolo para dar apoio e a ULS da Guarda.
“A ULS contrata e faz o projecto, nós apreciamos, validamos, concordamos e pagamos”, concluiu o autarca.
Na altura da assinatura do protocolo, o Presidente do Conselho de Administração da ULS Guarda, João Barranca falou de “um protocolo de união de esforços” tendo em vista a recuperação do Pavilhão Rainha D. Amélia, no Parque da Saúde da Guarda. Deu conta de que se trata de “um edifício que tem de ser destacado e elevado ao máximo” e que será dedicado à investigação e ao ensino na área da gerontologia.
Sérgio Costa destacou o trabalho da Administração em relação à recuperação dos diversos edifícios do Hospital da Guarda, considerando que “era preciso também encontrar a forma de colocarmos a locomotiva a trabalhar para que o comboio pudesse andar, o comboio do Pavilhão Rainha D. Amélia”.
O protocolo assinado em maio de 2022 tem a ver com a possibilidade da criação do Centro Nacional de Investigação do Envelhecimento, inserido com o Departamento da Gestão do Conhecimento, “para que desta forma possamos dar melhores condições de formação, atrair mais profissionais de saúde, dar mais condições aos profissionais de saúde”, sob o ponto de vista do envelhecimento.
O protocolo assinado tinha em vista a realização de um projecto de reabilitação do Pavilhão Rainha D. Amélia para “enquadrar no edifício o novo serviço” mantendo todas as características de construção. Na altura foi tido que passo seguinte passaria pela candidatura do projecto a Fundos Comunitários. João Barranca disse que “o projecto de reabilitação é complexo porque o edifício tem de manter todas as suas características”.
Em Maio de 2022, o Presidente do Conselho de Administração da ULS Guarda também disse que o Pavilhão António Lencastre, “edifício emblemático do Parque da Saúde e da cidade da Guarda”, que se encontra devoluto e bastante degradado, poderá ser reabilitado para acolher a Unidade de Saúde Familiar “A Ribeirinha”. Explicou que esta Unidade de Saúde Familiar funciona em instalações alugadas que “não são as melhores para o efeito”.
João Barranca adiantou que a Administração da ULS Guarda decidiu “construir e preparar o edifício para receber a Unidade de Saúde Familiar A Ribeirinha”. Está em curso o processo tendo em vista a realização do projecto de reabilitação e adaptação do edifício António Lencastre.