Ministra da Coesão Territorial visitou instalações do Hospital Sousa Martins

A requalificação do Pavilhão 1, também conhecido por “comboio”, do Hospital Sousa Martins e do edifício sede da administração da Unidade Local de Saúde da Guarda vai avançar com recurso a fundos comunitários, numa intervenção orçada em 11 milhões de euros, disse a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, no final da reunião de trabalho e da visita às instalações do Hospital Sousa Martins, esta segunda-feira, 11 de Janeiro de 2021. O programa começou em Seia com a visita ao Centro de Saúde. “É um gosto enorme estar no Hospital Sousa Martins, a planear o futuro, que passa por dar à saúde a importância que sempre teve na cidade da Guarda” escreveu a Ministra, no livro de Honra da ULS Guarda.Sobre as obras a realizar, Ana Abrunhosa disse que de início haverá uma intervenção ao nível das coberturas, fachadas e envidraçados, “para depois permitir outra intervenção mais profunda”, no próximo quadro comunitário. Na reunião de trabalho, a Ministra quis “perceber as várias necessidades que o Hospital tem” e conhecer os projectos existentes e explicou que “não é por falta de verbas que não se farão as obras mais urgentes”. De acordo com Ana Abrunhosa, as obras prioritárias serão candidatadas às verbas remanescentes do Programa Operacional Regional (POR) Centro 2020. “Estamos a falar de verbas significativas. Estamos a falar de intervenções à volta de 5 milhões de euros que podem ter financiamento de 85% a fundo perdido”. E acrescentou: Estamos a falar de aproveitarmos sobras deste quadro comunitário que, e bem, a senhora presidente da CCDR Centro destinou à saúde”. “Este Parque da Saúde da Guarda tem carências muito grandes e tem diferenças muito grandes”, disse Ana Abrunhosa. E explicou: “Tem um edifício do mais moderno que existe no País, mas também tem um edifício onde se prestam cuidados de saúde a precisar de intervenções urgentes”. Considerou que outra das obras urgentes, que vai avançar, é a reabilitação do Centro de Saúde de Seia, orçada em 1,3 milhões de euros. Referiu que se tudo correr bem haverá obra no início de 2022, no Parque da Saúde da Guarda e em Seia. Em relação aos pavilhões Rainha D. Amélia e António Lencastre, no Parque de Saúde da Guarda, Ana Abrunhosa disse que ficam para o próximo quadro comunitário de apoio. “Estamos a falar de edifícios emblemáticos para este parque que só têm possibilidade de financiamento no próximo quadro comunitário”, explicou. Em relação ao Pavilhão 5, a Ministra explicou que vai ser intervencionado com verbas do Orçamento de Estado.  João Barranca, Presidente do Conselho de Administração da ULS Guarda, classificou o Pavilhão Rainha Dona Amélia “a coqueluche do Parque da Saúde”, que será recuperado para Centro de Investigação e Ensino. Por sua vez, o Pavilhão Antonio Lencastre deverá acolher a USF – Unidade de Saúde Familiar ‘A Ribeirinha’ que, actualmente, ocupa instalações arrendadas à Misericórdia da Guarda.