Prorrogação do prazo de execução das obras em 110 dias

A conclusão dos Passadiços do Mondego, uma obra emblemática da Câmara Municipal da Guarda, está prevista para o mês de Agosto deste ano, isto se não surgirem imprevistos no decorrer dos trabalhos. O executivo municipal aprovou, na reunião desta segunda-feira, 10 de Maio, o novo plano de trabalhos e a prorrogação do prazo de execução das obras em 110 dias. Em cima da mesa estiveram dois pontos relacionados com esta obra que está em curso na zona do Vale do Mondego, entre Videmonte e Vila Soeiro, tendo em vista a aprovação do novo plano de trabalhos e prorrogação do prazo de execução dos lotes 1 e 2. Apesar da prorrogação do prazo, Carlos Chaves Monteiro disse que os trabalhos “estão a andar bem” com “as equipas a desenvolver o seu trabalho no terreno”. No seguimento dos pontos agora aprovados, a autarquia da Guarda prevê que, no mês de Agosto, esteja concluída a obra dos Passadiços do Mondego, uma infra-estrutura considerada “estruturante” para o concelho. O presidente da autarquia justificou a prorrogação do prazo de execução, devido à suspensão dos trabalhos, no Verão de 2020, motivada por condições climatéricas adversas que resultaram em alertas máximos para o risco de incêndio. Sobre este ponto, o vereador Sérgio Costa manifestou “preocupação” e lembrou que “durante os meses de Verão, o risco de incêndio obriga muitas vezes à suspensão de obras em espaço florestal, tal como aconteceu no Verão de 2020 nesta mesma obra”. E acrescentou: “Apesar de já ter passado mais de um ano após a sua consignação, não foram recuperados os atrasos mais do que evidentes”.Sérgio Costa lamentou também “o facto de ainda não ter sido lançada a empreitada para a construção, nas Aldeias de Videmonte, Trinta, Vila Soeiro e Chãos, dos Parques de Estacionamento, da pavimentação dos Caminhos de Acesso e das Zonas de Repouso e dos WC, bem como da requalificação do Miradouro do Mocho Real e do seu acesso, intervenções primordiais para o sucesso do empreendimento e não ficar sujeito à crítica profissional do sector turístico, o que pode logo à partida criar uma onda negativa na imagem que se quer afirmar como de alavanca para o desenvolvimento turístico e económico de todo o Vale do Mondego e da Guarda”. Sérgio Costa pediu a conclusão rápida da obra dos Passadiços do Mondego, “com todas as fases incluídas”. Cristina Correia e Manuel Simões, vereadores do PS, disseram que também já tinham alertado para o atraso na execução do projecto dos Passadiços.No tocante às infra-estruturas de apoio, Carlos Chaves Monteiro explicou que “o parque natural da Serra da Estrela proíbe a pavimentação de qualquer área que sirva para estacionamento”, bem como a construção de outros equipamentos de apoio. Referiu que a autarquia vai encontrar soluções alternativas e “que tudo está a ser feito” para garantir o bom funcionamento dos Passadiços. Sobre a obra dos Passadiços, o vereador Sérgio Costa quis saber se “tem ou não o financiamento assegurado”. O Presidente da Câmara adiantou que foi feita “a candidatura ao financiamento” e que, brevemente, a autarquia terá “uma resposta positiva” para apoiar o valor dos Passadiços em 85%. O projecto dos Passadiços do Mondego prevê um itinerário pelas margens do rio Mondego de cerca de 11 quilómetros e que passará por Videmonte, Trinta e Vila Soeiro, e Barragem do Caldeirão.Recorde-se que o auto de consignação e o lançamento da primeira pedra da obra dos Passadiços do Mondego, aconteceu a 27 de Novembro de 2019, nas comemorações do Dia da Cidade.