No dia 25 de Abril

“os heróis dos nossos dias”O Município da Guarda assinalou o Dia da Liberdade, 25 de Abril, com a oferta de 46 cravos e uma placa de agradecimento à ULS Guarda, PSP da Guarda, GNR da Guarda, Bombeiros da Guarda, Gonçalo e Famalicão da Serra. Foi um gesto de homenagem aos profissionais de saúde, forças de segurança e bombeiros do concelho pelo trabalho realizado no combate à pandemia do Covid 19. Durante a manhã, a data foi assinalada com uma sessão solene evocativa dos 46 anos da Revolução dos Cravos, através da divulgação de mensagens online em que intervieram os lideres dos grupos parlamentares da Assembleia Municipal (Marco Loureiro – BE; Aires Dinis – PCP; Henrique Monteiro – CDS; António Monteirinho – PS; Tiago Gonçalves – PSD), bem como a presidente da Assembleia Municipal, Cidália Valbom e o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Chaves Monteiro. Carlos Chaves Monteiro falou do Dia da Liberdade como “uma data marcante da nossa história como povo resistente, povo resiliente, que representa a força da paz, da tolerância, dos valores cívicos fundamentais na conquista do futuro”. E acrescentou: “Como herdeiros de um tempo novo, das liberdades democráticas, não podemos deixar de evocar esta tão importante efeméride, com os mesmos sentimentos de gratidão e orgulho na nossa nação valente e imortal”.Para Carlos Chaves Monteiro “os tempos actuais exigem um reagrupar de forças e acções colectivas, não só para preservar as liberdades cívicas e políticas conquistadas, mas, com elas e por elas, redefinir prioridades de segurança, saúde e bem-estar de todos”. Perante a ameaça da Covid-19 referiu que estão em curso muitas medidas e que “muitas outras serão necessárias para retomarmos, em pleno, a missão de cada um em prol de todos”. E acrescentou: “Tal como os heróis de Abril, que derrubaram um regime ameaçador sem recurso a armas, há hoje um imenso ‘exército de combatentes’ pela conquista da liberdade que nos foi roubada por um inimigo invisível, sem rosto, do qual só se conhece o rasto de doença, medo e de morte”.No discurso lembrou as Instituições de Solidariedade Social, os profissionais de protecção civil e as forças de segurança, os professores, os profissionais com funções de atendimento ao público, as empresas em geral, o comércio local, os profissionais de transportes, os funcionários do município, os autarcas das freguesias e as crianças. A presidente da Assembleia Municipal, Cidália Valbom, lembrou que numa altura em que “a população estudantil está em casa e que o acesso ao ensino é online, não podemos mais permitir que muitas das nossas freguesias não tenham acesso a banda larga ou não tenham condições de utilização”. E acrescentou: “Honrar Abril, na inovação tecnológica, é não permitir que os nossos jovens não tenham acesso a um dos instrumentos fundamentais de trabalho hoje em dia”. Tiago Gonçalves, do PSD, lembrou que “atravessamos tempos excepcionais” devido ao Covid-19 e deixou “uma palavra especial de alento aos guardenses”. O líder do Grupo do PS, António Monteirinho, disse que “a democracia não está suspensa” e que “se construiu a partir do sofrimento e do sacrifício de tantos homens e mulheres que ousaram sonhar num tempo em que tão pouco era permitido pensar”. Recordou os 15 anos Teatro Municipal da Guarda, um equipamento que, com o passar do tempo, “tem vindo a decrescer, em termos de programação, em quantidade e qualidade”.Henrique Monteiro, do CDS, considerou que o modelo adoptado pela Câmara da Guarda, para assinalar o 25 de Abril, foi “o aconselhável” e lembrou que “a democracia deve ser vivida permanentemente”. E explicou: “Não pode haver duas democracias: uma para quem está no parlamento e outra para os que estão fora”. Aires Dinis, do PCP, destacou o papel dos médicos, enfermeiros, bombeiros e forças de segurança e outros, no combate ao Covid-19. O líder do BE, Marco Loureiro, saudou “todos aqueles que se envolvem na luta contra o fascismo e a ditadura e se empenham pela democracia social e laboral e pela implementação do estado social em Portugal”.