Imóvel foi vendido nas vésperas das eleições legislativas de 2011

Sérgio Costa considerou que “o Hotel de Turismo da Guarda foi a referência de hospitalidade e um verdadeiro símbolo do saber receber beirão”. Desde que fechou portas, quando o Executivo Socialista do Município da Guarda o encerrou e vendeu ao Governo de Sócrates, nas vésperas das eleições legislativas de 2011, o Hotel de Turismo permaneceu fechado servindo apenas “a sua imagem e praça para comícios de apresentação de intenções e promessas eleitorais de pouca lembrança”.Sérgio Costa recordou a história da governação socialista em relação ao Hotel Turismo, dizendo que “o primeiro capítulo custou 3,5 milhões de euros ao Turismo de Portugal em 2011, com a intenção de instalar uma escola de Hotelaria e Turismo no edifício, avaliando o investimento necessário em 12 milhões de euros”. Após muita pressão política e mediática do anterior Presidente de Câmara, Álvaro Amaro, o Hotel Turismo da Guarda foi colocado à venda por 1,7 milhões de euros, num concurso lançado em Abril de 2015 que ficou deserto.Em Agosto desse ano a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) lançou um novo processo, visando o arrendamento do espaço com opção de compra ao abrigo do PROGRAMA REVIVE. Em 4 de Maio de 2018 foi assinado, em Lisboa, o contrato de concessão de recuperação do Hotel de Turismo da Guarda. Adjudicado ao grupo MRG, estimava-se um investimento total de cerca de 7 milhões de euros. O consórcio comprometia-se a construir uma unidade hoteleira no imóvel que ocupasse no mínimo 55% da área bruta de construção”, estando previsto um boutique hotel, de quatro estrelas, ligado ao tema da neve, com 50 quartos e com outras valências como spa (que estará acessível igualmente aos residentes no município) e restaurante.  Em 2020, aparece uma empresa denominada “Greenfield SGPS” que faria a recuperação do Hotel de Turismo através de uma cedência da posição contratual para realizar uma recuperação cujo orçamento inicial era de 7,9 milhões de Euros. Esse grupo ou fundo estaria ligado a outro projecto megalómano na Guarda, orçado em mais de 22 milhões de Euros, o CET - Centro de Exposições Transfronteiriço, que o actual Presidente da Câmara queria ‘contratar’ a esse fundo sem um concurso público.