Política – Eleições de 10 de Março


No círculo eleitoral da Guarda, que elege apenas três deputados, são catorze os partidos que concorrem às eleições legislativas do dia 10 de Março.
Para estas eleições a AD – Aliança Democrática, coligação que junta o PPD-PSD/CDS-PP/PPM, tem como candidata a economista Dulcineia Catarina Moura, de 43 anos, coordenadora executiva da Associação de Desenvolvimento Regional Territórios do Côa. João Prata e Luís Caetano são os nomes que se seguem na lista.
O PS volta a apostar em Ana Mendes Godinho, que tem vindo a desempenhar a função de ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. A candidata do PS é jurista e tem 51 anos. Desta lista também fazem parte António Monteirinho e Cristina Sousa. O Chega escolheu Nuno Simões de Melo, de 59 anos, oficial do Exército na reserva, como cabeça de lista. O Bloco de Esquerda (BE), aposta em Beatriz Realinho Pires, de 23 anos, estudante. A CDU (PCP-PEV) tem como candidato José Pedro Branquinho, de 59 anos. O candidato da Iniciativa Liberal (IL) é o professor Carlos Bernardo, de 40 anos. A lista do Ergue-te (E) é encabeçada por Carlos Teles, reformado, de 72 anos. O partido Alternativa Democrática Nacional (ADN) aposta em Francisco Monteiro, de 53 anos. João Almeida, de 34 anos, especialista em telecomunicações, é o candidato do Pessoas – Animais – Natureza (PAN).
O Volt Portugal (VP) tem como cabeça de lista o professor universitário Olivier Carneiro, de 48 anos. Margarida Bento, de 60 anos, enfermeira especialista é a candidata do Livre (L). O Nova Direita (ND) aposta em Luís Coutinho, de 83 anos, reformado. O Reagir – Incluir – Reciclar (RIR) tem como candidata a engenheira Cristiana Silva, de 32 anos. O Alternativa 21 (MPT.A) escolheu Telmo Rafael, de 34 anos, assistente operacional.
Recorde-se que nas eleições de 2022 concorreram 15 partidos pelo círculo eleitoral da Guarda.
De ano para ano, o círculo eleitoral da Guarda continua a debater-se com a perda de população, com os cadernos eleitorais para 10 de Março a contabilizar 141.450 inscritos, menos 4.591 eleitores do que em Janeiro de 2022, quando tiveram lugar as últimas eleições legislativas.

Ventura jantou
na Guarda
André Ventura, presidente do Chega, participou num jantar comício, na Guarda, no dia 29 de Fevereiro, onde juntou algumas centenas de pessoas. No discurso referiu que pretende abolir as portagens em todo o país no decurso de uma legislatura e estimou que a medida possa custar mil milhões de euros.
André Ventura considerou que é possível abolir as portagens em todo o território nacional, “de forma faseada, ao longo de uma legislatura”, começando pelas do interior e Via do Infante. Explicou que pretende “lançar uma comissão que possa avaliar os contratos de concessão um a um”.
André Ventura defendeu que o fim do pagamento de portagens “faz muita falta ao país” e apontou o exemplo de Espanha em que “não há portagens nas auto-estradas”.
Na Guarda, André Ventura reiterou o objectivo de vencer as eleições legislativas de 10 de Março. E explicou: “Nós vamos ter três blocos nestas eleições, a escolha será entre um governo de direita ou um governo do PS suportado pelo PSD, porque nós nunca suportaremos um governo do PS. Não vai haver aqui outras contas, não há aqui magia”.

Montenegro com arruada e almoço
Montenegro, líder da AD e presidente do PSD, esteve na Guarda, no dia 1 de Março, onde participou numa arruada e num almoço comício. No discurso que proferiu no Café Concerto, no Teatro Municipal da Guarda, pediu eleitores para que se mobilizem até 10 de Março para dar, não apenas uma vitória à AD, mas “condições de estabilidade e governabilidade” a um executivo que possa liderar.
Luís Montenegro disse ter confiança em recuperar o segundo deputado perdido no distrito da Guarda e, a partir daqui, ter “na Assembleia da República o apoio” para executar um programa de Governo da AD.
“Precisamos de dar tudo até ao último segundo, não só para ganhar, mas também para criar essas estabilidade e governabilidade. Estou convencido que os portugueses com a sua sabedoria vão dizer que querem efectivamente uma mudança segura e que se traduza em novas políticas”, referiu.
No final da intervenção, Montenegro voltou a pedir ajuda dos apoiantes para que sejam “protagonistas da campanha” da AD. E acrescentou: “Ajudem-me a fazer isso ainda maior para termos condições para dar governabilidade e estabilidade ao país e ter um futuro melhor”.

Mortágua chegou de comboio à Guarda
A coordenadora do BE, Mariana Mortágua, viajou de comboio entre a Covilhã e a Guarda, no dia 1 de Março. Na chegada à Guarda foi questionada sobre declarações de um candidato do PSD e da AD sobre alterações climáticas. Sobre este assunto, Mariana Mortágua disse que “desde que a campanha começou temos visto vários candidatos do PSD e da AD que acabam por ter que ser escondidos ou postos de lado pelo próprio líder da AD, Luís Montenegro”.
Explicou que isso aconteceu com o presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira, que considerou “legítimo que um homem bata numa mulher” e também com o vice-presidente do CDS-PP, Paulo Núncio, ao defender um “novo referendo e a pôr em causa o direito civilizacional das mulheres ao aborto”. E acrescentou: “Agora temos estas declarações do candidato do PSD e da AD sobre alterações climáticas, ou melhor, negando as alterações climáticas. Não nos parece que faça sentido, mas também o que leva a crer é que a cada mês, a cada dia, a cada semana que passa, Luís Montenegro vai tendo que esconder alguns candidatos do PSD que acabam por deixar entrar para dentro das ideias do PSD e da candidatura do PSD ideias que, na verdade, pertencem ao Chega”.

Pedro Nuno Santos fez comício
O secretário-geral do PS passou pela Guarda, na noite de 1 de Março, onde participou num comício que decorreu no pavilhão do NERGA. Pedro Nuno Santos desafiou o líder do PSD a esclarecer se quer cortar o subsídio de desemprego. “Aquilo que ouvimos ontem (29 de Fevereiro) do líder do PSD foi um regresso ao passado, colocar portugueses contra portugueses: portugueses que têm emprego contra portugueses que não têm emprego”, considerou. Disse que Montenegro tem de explicar o que queria dizer e afirmou que o subsídio de desemprego “não é um favor do Estado a quem está desempregado, é um direito conquistado enquanto se trabalha”.
Referiu que quando a Aliança Democrática fala de mudança, quer “regressar ao passado”, adiantando que o projecto do PS tem “o futuro na cabeça e no coração”.
Sobre a presença de Passos Coelho na campanha da Aliança Democrática disse que “não há uma verdadeira distinção” entre Luís Montenegro e o antigo primeiro-ministro social-democrata. “Eles são duas faces da mesma moeda. Um era primeiro-ministro e o outro era o líder parlamentar do período mais negro dos mais velhos, dos reformados e dos pensionistas em Portugal”, explicou.