Medidas foram apresentadas esta segunda-feira

O Primeiro-Ministro António Costa presidiu, esta segunda-feira, 3 de Fevereiro, à apresentação de dois programas de apoio à criação de emprego e à atracção de pessoas para o interior do Continente, através de incentivos financeiros a empresas e a particulares.Em territórios onde um dos constrangimentos é a falta de emprego e de oportunidades, “estes dois programas agem nessas duas dimensões: uma, dirigida às empresas, o +CO3SO – Mais Coeso, que apoia a criação de postos de trabalho, outra, o Trabalhar no Interior, que se dirige às pessoas”, disse o Primeiro-Ministro.António Costa acrescentou que os incentivos incluídos nestes programas também se destinam aos que já vivem no interior, referindo que a estratégia para estes territórios passa por “medidas muito dirigidas às empresas” e não outros tipos de incentivos.O Primeiro-Ministro, acompanhado das Ministras do Trabalho, Solidariedade, e Segurança Social, Ana Mendes Godinho e da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e da Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, visitou as empresas e o Laboratório Colaborativo sediados no Edifício Brigantia Ecopark, e teve uma reunião de trabalho sobre a valorização do Interior, no Gabinete da Secretária de Estado, em Bragança.A Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, afirmou que o propósito dos dois programas é “atrair pessoas e empresas para o interior e valorizar aquelas que já cá estão”.O +CO3SO – Mais Coeso vai criar melhores condições para a promoção de emprego qualificado, de inovação e de transferência de tecnologia entre empresas e centros de conhecimento. Prevê avisos dedicados ao Interior do país e adaptados às especificidades destes territórios.Ana Abrunhosa disse que “no seu conjunto e nesta primeira fase”, o programa Mais Coeso, “vai disponibilizar uma verba de 426 milhões de euros, com um impacto estimado de 665 milhões de euros de investimento e a criação directa de cerca de 4 200 postos de trabalho”.A primeira fase deste programa incide sobre as áreas do emprego, competitividade, conhecimento e digital.A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, referiu-se ao programa Trabalhar no Interior, que dará um apoio financeiro directo, que poderá ascender a 4 800 euros, a quem decida mudar-se para o interior para trabalhar.No caso de estudantes que decidam iniciar a sua vida profissional no interior, os estágios profissionais terão a majoração de 10 pontos percentuais na comparticipação da bolsa paga pelo IEFP, bem como a majoração em 20% do prémio-emprego (conversão do contrato de estágio em contrato sem termo). Na formação profissional, vão ser flexibilizadas as regras relativas ao número mínimo de alunos por curso, e vão abrir 13 Centros Qualifica no Interior.O programa inclui ainda incentivos às empresas para a contratação, com majorações especiais (de 25% no âmbito do contrato-emprego).No âmbito do programa Regressar, os emigrantes que decidam voltar para Portugal, se forem trabalhar para o interior, terão uma majoração do apoio em 25%.