Guarda


milhares de pessoasO espectáculo de Carnaval o “Galo do Entrudo”, realizado na noite de domingo, dia 15 de Fevereiro, na Praça Luís de Camões, no centro da cidade da Guarda, foi visto por milhares de pessoas.
Tal como aconteceu nas edições anteriores, uma vez mais, o galo acabou condenado às chamas “depois de um julgamento em praça pública onde defesa e acusação esgrimiram argumentos em prol e contra o galináceo”, de acordo com a Câmara Municipal da Guarda, que promoveu o evento carnavalesco. “Já depois de condenado mas antes de sucumbir nas chamas, o galo ainda teve direito a um último desejo, ouvir a «Canção do Beijinho» cantada pelo humorista Herman José, e assim foi. O espectáculo acabou mesmo com a actuação de Herman José e nem o frio afastou os milhares de pessoas que não arredaram pé e quiseram assistir até ao fim”, refere a autarquia em nota publicada na sua página oficial na Internet.
O espectáculo “Galo do Entrudo”, integrado na programação de Carnaval Guardafolia, foi uma produção da Câmara Municipal da Guarda. O espectáculo de cariz teatral, com concepção e coordenação geral de Américo Rodrigues, contou com a colaboração de criadores, actores, músicos, colectividades e artistas plásticos da região. Envolveu grandes meios de som e luz, pirotecnia e multimédia.
O texto foi escrito por Daniel Rocha e a estrutura do galo foi concebida e executada por Pedro Figueiredo.
Recorde-se que o “Galo do Entrudo” é um espectáculo de envolvimento colectivo, baseado em tradições populares ancestrais. O galo, representado por uma figura gigantesca, foi julgado e condenado à fogueira, depois de ser considerado culpado. Este ano, o espectáculo satírico envolveu marionetas gigantes, representando as figuras de um taberneiro (juiz), de um filósofo (defensor) e de um bobo (acusador). Dois blocos opositores, constituídos por centenas de pessoas, manifestaram-se ruidosamente a favor ou contra o galo.