Documento foi analisado ponto por ponto

“Fizemos uma análise alínea a alínea” o que permitiu a aprovação por unanimidade a transferência de competências da Câmara Municipal da Guarda para o Presidente. Depois de ter sido suspensa, a primeira reunião do novo executivo da Câmara da Guarda prosseguiu, no dia 28 de Outubro, tendo em vista a aprovação da proposta de delegação de competências da Câmara da Guarda para o Presidente.No final da reunião, o Presidente Sérgio Costa disse que “todos fizeram uma reflexão sobre o documento”, adiantando que os vereadores do PSD “não enviaram nenhum documento até à data sugerida” ao contrário do vereador do PS que “”apresentou um documento”.Para explicar o documento, a reunião contou com a presença de “todos os chefes de divisão”. “Devemos ouvir quem sabe mais do que nós”, considerou Sérgio Costa, lembrando que foi possível chegar a acordo com o vereador do PS.“O que o PS fez foi pensar na Câmara Municipal não colocando em causa a sua administração, dando uma nota clara de que estamos aqui para construir e não para destruir”, disse Luís Couto. O vereador do PS adiantou que “o documento foi discutido na totalidade ouvindo os técnicos e chefes de divisão.  “O documento final foi o que nós acabámos por apresentar”, concluiu Luís Couto, adiantado que “foi votado por unanimidade”. Referiu ainda que se tata de “um documento equilibrado que põe a Guarda a funcionar”. Carlos Chaves Monteiro reconheceu que o PSD pretendeu, numa primeira fase, que poderia haver outras competências que não fossem delegadas no Presidente mas reconheceu que foi fácil chegar a um acordo. Recordou que “a lei das autarquias locais estabelece as competências da Câmara, do Presidente e da Assembleia”. De acordo com Sérgio Costa, das 39 competências, 23 passam para o Presidente e 16 continuam na Câmara Municipal. Considerou que foram todas bem analisadas o que resultou num “excelente exercício para a democracia”. Sérgio Costa lembrou ainda que se a proposta da transferência de competências não tivesse sido votada favoravelmente, havia várias actividades em causa, tais como o pagamento de horas extraordinárias aos funcionários, o Natal e Ano Novo e a actividade normal da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, do Teatro Municipal da Guarda e do Museu Municipal. Disse ainda que a instalação de uma empresa na Guarda, que vai criar algumas dezenas de postos de trabalho, teria de esperar mais cerca de duas semanas.