Câmara aprovou proposta na última reunião

A Câmara da Guarda aprovou a proposta de lançamento do concurso público internacional da concessão do serviço público de transportes colectivos de passageiros da Guarda, na última reunião do executivo, que decorreu no dia 19 de Fevereiro. Depois da aprovação das formalidades do procedimento discussão e votação vai ser enviada à Assembleia Municipal e só depois será pedido o parecer da Autoridade dos Transportes Terrestres. O concurso público internacional para os transportes colectivos de passageiros da Guarda vai, também, precisar do visto do Tribunal de Contas. O processo que conduziu à aprovação daquele que é o primeiro concurso público de transportes colectivos de passageiros da Guarda começou em 2018 e só agora foi aprovado pelo executivo municipal. Para a execução deste trabalho, em que também estiveram envolvidos os técnicos da autarquia, foi contratada uma empresa especializada. Carlos Chaves Monteiro adiantou que foi elaborado “um caderno de encargos que vai ao encontro dos interesses do que a Guarda necessita”. E acrescentou: “Fomos ao encontro das necessidades das pessoas e isso está plasmado no caderno de encargos”. O Presidente da autarquia adiantou que houve uma reestruturação de linhas, com oferta reforçada nas horas de ponta. Está previsto um melhor acesso aos principais bairros da cidade, bem como ao Instituto Politécnico, escolas e Centro de Saúde. O concurso, para cinco anos, tem um valor base de 215 mil euros ano, o que se traduz num “aumento de 42% em relação ao actual”. Apesar do valor base do concurso ter aumentado, Carlos Chaves Monteiro mostrou receio de que o mercado tenha valores acima dos que são propostos pela Câmara da Guarda. “Se o mercado não responder por este preço, todas as soluções estão em aberto”, adiantou. A vereadora socialista, Cristina Correia, disse que “ a câmara deveria chamar a si os transportes públicos, tal como acontece na maioria das cidades”. Considerou que, neste ponto, a Câmara da Guarda “podia ser mais ambiciosa” o que permitiria avançar com “transportes mais amigos do ambiente” e “fazer uma gestão mais ajustada às necessidades das pessoas”.