Com a presença dos chefes de Governo de Portugal e Espanha

A cidade da Guarda recebe este sábado, dia 10 de Outubro, os chefes de Governo de Portugal e Espanha, no âmbito da 31ª Cimeira Luso-Espanhola, que é dedicada à cooperação transfronteiriça e à articulação de uma estratégia conjunta para a recuperação económica.António Costa e Pedro Sánchez, primeiros-ministros de Portugal e Espanha, respectivamente, acertaram a cimeira da Guarda, durante a cerimónia de reabertura de fronteiras terrestres dos dois países.A cimeira deste ano, que já foi adiada por diversas vezes, apresenta como temas centrais “a cooperação transfronteiriça e a articulação de uma estratégia conjunta para a recuperação económica”, sobretudo no quadro da União Europeia.Os governantes têm assumido como principal objectivo a adopção de um conjunto de políticas públicas para o desenvolvimento das regiões transfronteiriças dos dois países, que estão entre as mais pobres da Europa.Consideram que, ao contrário do que acontece na generalidade das regiões transfronteiriças de Estados-membros da União Europeia, em que a fronteira constitui um factor de estímulo ao desenvolvimento da actividade económica, as zonas raianas de Portugal e de Espanha “apresentam uma baixa intensidade de relações económicas e sociais”.A Cimeira Luso-Espanhola, marcada para a Guarda, vai aprovar uma estratégia de desenvolvimento transfronteiriço  financiada no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual 2021/2027. António Costa considera que “Portugal e Espanha estão juntos neste desafio de transformarem as suas regiões de fronteira em novas centralidades no mercado ibérico”.Recorde-se que o Primeiro-Ministro, António Costa, apresentou as prioridades dos Planos de Recuperação e Resiliência Europeu e português, em Lisboa, numa sessão conjunta com a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.Como prioridades para Portugal, definidas no Plano de Recuperação e Resiliência português, António Costa referiu que as mesmas assentam em três dimensões fundamentais: “enfrentar as maiores vulnerabilidades sociais do País”; “aumentar o seu potencial produtivo”; e “reforçar a competitividade e a coesão territoriais”.Recorde-se que, a 12 de Fevereiro de 1976, a Guarda foi escolhida para o encontro entre os Ministros dos Estrangeiros de Portugal e Espanha, um encontro “mantido em secreto até à meia-noite anterior”, pois “até à tarde da véspera, nas duas capitais ibéricas constava que a reunião teria lugar em Estremoz”. O Jornal A GUARDA de 20 de Fevereiro de 1976 publica o “Comunicado conjunto Luso-espanhol” que dá conta do retomar das relações luso-espanholas.