Concurso da Árvore Portuguesa do Ano 2021

O Castanheiro de Guilhafonso, no concelho da Guarda e a Tília do Solar dos Condes de Arnoso, em Sameice, concelho de Seia, estão entre as 10 árvores finalistas do concurso da Árvore Portuguesa do Ano 2021. Da lista de árvores a concurso fazem também parte: Carvalho de Calvos (Calvos, Póvoa de Lanhoso, Braga), Bela sombra (Ílhavo, Aveiro), Tulipeiro dos Biscainhos (Braga), Freixo Duarte D’ Armas (Freixo de Espada à Cinta, Bragança), Plátano do Rossio (Portalegre), O Bravo do Pinhal do Rei (São Pedro de Moel, Marinha Grande, Leiria), Schotia do Jardim Botânico da Ajuda (Ajuda, Lisboa) e Oliveira de Mouchão (Cascalhos, Mouriscas, Santarém).A votação decorre até ao dia 23 de Novembro e a árvore com mais votos irá representar Portugal no concurso europeu TREE OF THE YEAR 2021.Todos os anos a votação para a Árvore Europeia do Ano é organizada pela Environmental Partnership Association (EPA).O concurso da Árvore Europeia do Ano surgiu no ano de 2011 e foi inspirado no popular concurso da República Checa, Árvore do Ano, organizado pela Czech Environmental Partnership Foundation. Desde então, o número de países envolvidos no concurso cresceu de 5 para 16. O concurso europeu é uma final constituída pelos vencedores dos diferentes concursos nacionais.O propósito do concurso Árvore Europeia do Ano é destacar a importância das árvores antigas na herança cultural e natural, que merece toda a atenção e protecção. Ao contrário de outros concursos, a Árvore Europeia do Ano não se foca apenas na beleza, no tamanho ou na idade da árvore, mas sim na sua história e relações com as pessoas. O concurso procura árvores que se tornaram parte de uma comunidade maior.A UNAC – União da Floresta Mediterrânica, que representa os interesses dos produtores florestais do espaço mediterrânico português junto das instituições nacionais e europeias, é o organizador do concurso nacional, que habilita a árvore portuguesa vencedora a concorrer à votação para a Árvore Europeia do Ano.A centenária Tília situada no Solar dos Condes de Arnoso, em Sameice, no concelho de Seia, é nomeada pelo Município de Seia. Com 150 anos, esta árvore mede 25 metros e o perímetro do tronco é de 5 metros. Esta Tília de folhas pequenas situa-se no logradouro do Solar dos Condes de Arnoso do século XVII na freguesia de Sameice. Os ramos são suportados por cabos de aço devido ao seu grande porte. Foi plantada pelo segundo Conde Arnoso, pois naquela altura era comum a plantação de tílias para sombra e para uso medicinal. Em 2017 o Solar foi consumido pelas chamas, permanecendo intacta a beleza desta tília.Quanto ao Castanheiro de Guilhafonso, na localidade Guilhafonso, freguesia de Pêra do Moço, no concelho da Guarda foi nomeado por Ana Raquel Fernandes Pires Lopes.O castanheiro tem 528 anos, 19 metros de altura e 13 metros de perímetro do tronco.  Trata-se do maior castanheiro da Europa, necessita de 9 adultos para o abraçar. Foi há poucos anos alvo de tratamento e dizem que irá recuperar a apanha de 1987 (ano que produziu meia tonelada de castanha). Constitui a memória viva e identitária de Guilhafonso sobrevivendo ao passar do tempo.