Na reunião de Câmara desta segunda-feira

“A Cimeira Ibérica foi, de facto, um acto político que ocorreu na Guarda, da maior importância. E digo da maior importância, independentemente daquilo que é o resultado das propostas e das conclusões tidas”, disse Carlos Chaves Monteiro no final da reunião desta segunda-feira, 12 de Outubro.Carlos Chaves Monteiro considerou que, em relação às decisões que integram a Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço, não foram anunciados projectos como a instalação de um Porto Seco, nem a criação de uma zona económica exclusiva na região da Guarda, como gostaria, “mas também outras regiões do país não viram anunciados projectos que consideravam determinantes para o seu desenvolvimento”. De acordo com o autarca “não se fez uma cimeira para se vir dizer o que é bom para a Guarda. Não. Fez-se uma cimeira para se dizer o que é que é bom para Portugal e para Espanha, sendo que é preciso uma política de convergência em projectos comuns”.Explicou que gostaria que “a Guarda fosse mais destacada do ponto de vista do benefício de novos projectos, e esta região das Beiras e Serra da Estrela, mas diria que foi o possível”. Carlos Chaves Monteiro destaca o facto de a 31.ª Cimeira Luso-espanhola ter permitido a proximidade com alguns dos ministros do Governo português e o tratamento de assuntos como a instalação do comando da Unidade de Emergência de Protecção e Socorro da GNR e do Arquivo Nacional do Registo Automóvel e a requalificação do terminal rodoferroviário, entre outros.Para o presidente da autarquia “dentro daquilo que era plausível, a Guarda ficou a ganhar. Não ganhou tudo neste processo, mas posicionou-se, demonstrou que sabia o que queria e, agora, é obter compromissos”, concluiu.Já o vereador Sérgio Costas considerou que “não foi anunciada qualquer medida concreta para a Guarda, para o seu desenvolvimento económico, para as suas acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, para a sua saúde”. E acrescentou: “Esperava que pudesse ter existido um porta-voz dos Guardenses na defesa dos projectos estruturantes para a Guarda, como o Porto Seco, o Terminal Ferroviário da Guarda e o corredor transfronteiriço entre a Guarda e Vilar Formoso, entre outras medidas extremamente importantes sob o ponto de vista da Cooperação Transfronteiriça”.Os dois vereadores do PS, Cristina Correia e Manuel Simões, congratularam-se com a realização da Cimeira Ibérica na cidade da Guarda.