Presidente cessante prestou informações e esclarecimentos sobre assuntos pendentes da autarquia da Guarda

“Irei despedir-me das funções de Presidente de Câmara com o sentimento do dever cumprindo e desejando ao novo Presidente da Câmara da Guarda, e a quem o acompanha, votos de sucesso ao serviço da Guarda e dos guardenses de todas as freguesias”, disse Carlos Chaves Monteiro, presidente cessante da Câmara Municipal da Guarda, durante uma conferência de imprensa em que prestou informações e esclarecimentos sobre assuntos pendentes da autarquia, na hora da transição de poder para o mandato 2021/2025. Esta segunda-feira, 11 de Outubro, o autarca em fim de mandato, agradeceu aos guardenses “a oportunidade de os ter servido como vereador e como presidente da sua Câmara Municipal”, em substituição de Álvaro Amaro.No encontro com os jornalistas deu “pública nota” do estado das contas do Município; dos projectos que estão em curso e já comprometidos; de outros projectos que, não se tendo iniciado, estão em adiantado estado de maturidade, com contactos estabelecidos, estudos e diálogos em curso na tentativa de encetar as melhores soluções para acolher investimentos empresariais, bem como preparar e planear o caminho para o desenvolvimento de novos projectos urbanísticos para o concelho; e de assuntos pendentes que requerem acompanhamento imediato e permanente. Sobre a situação financeira do Município adiantou que “o valor em dívida, de médio e longo prazo, é de 11.038.776,00 euros” e o prazo médio de pagamentos, no terceiro trimestre de 2021, é de 41 dias.De acordo com Carlos Chaves Monteiro, “o Município da Guarda, a 30 de Setembro de 2021, está em equilíbrio financeiro e dispõe de uma margem de manobra financeira substancial face ao limite de 40.354.175,00 euros”. Disse ainda que “o Município da Guarda possui em caixa 12.771,00 euros e, nos bancos, um depósito à ordem no valor de 2.567.434,74 euros, para além de depósitos a prazo no valor de 6.500.000,00 euros, tudo no total de 9.080.205,74 euros”.Nos dados avançados é referido que “a Setembro de 2021, o Município possui o valor de 2.878.265,00 euros de fundos disponíveis” E também que a “posição da situação orçamental do Município da Guarda a 30 de Setembro de 2021: 62% na execução da receita, 49% na execução da despesa e 42% na execução das grandes opções do Plano”.Carlos Chaves Monteiro adiantou que “o Município a 30 de Setembro de 2021 tem o valor provisionado para riscos e encargos 29.123.758,00 euros, que diz respeito ao valor em litígio com a empresa Águas do Vale do Tejo”.Elencou uma série de projectos em curso, nomeadamente a realização de obras no edifício das antigas instalações das Infraestruturas de Portugal para acolherem a Unidade de Emergência, Protecção e Socorro da GNR; a realização de obras nas antigas instalações da Junta Autónoma das Estradas para instalar o IMT; contactos para aquisição das antigas instalações da ARCOREL; o projecto da Encosta e da Torre Velha; a aquisição da Associação Comercial da Guarda para instalação do Comando Distrital de Protecção Civil; a requalificação e cedência do edifício da antiga residência de estudantes feminina ao IPG; e o projecto do Ecoparque Cultural da Montanheira – Centro Interpretativo da Água.Como vereador da oposição, Carlos Chaves Monteiro prometeu contribuir “para o bem comum” que sempre procurou servir.