Guarda

A atribuição de apoios a associações culturais e desportivas do concelho da Guarda sofre, este ano, uma redução de 50% em relação ao ano anterior, ficando condicionado o valor relativo ao segundo semestre a uma eventual reavaliação e nova proposta de deliberação, caso as condições de saúde permitam o retomar das actividades. O Presidente da autarquia justificou a redução dos apoios devido à redução das actividades “fruto da conjuntura pandémica”. Carlos Chaves Monteiro adiantou que em 2020 “os apoios foram atribuídos na totalidade como forma de incentivo e apoio perante o momento difícil por que todas estavam a passar, independentemente da concretização ou não das actividades propostas”. Como em 2021 ainda se mantem a redução das actividades, o Presidente da autarquia decidiu reduzir para metade o valor dos apoios. A Câmara da Guarda vai distribuir pelas associações culturais e desportivas do concelho mais de 213 mil euros. A proposta foi aprovada por unanimidade mas mereceu reparos dos vereadores do PS, Cristina Correia e Manuel Simões e do vereador Sérgio Costa. Os Vereadores do PS apresentaram uma declaração de voto onde referem que “uma colectividade desportiva absorve 47% do valor do apoio e 35 colectividades ficam com 53% do valor para a sua distribuição”. E acrescentam: “O que o PS considera é que deveria ser aumentado o apoio para as outras colectividades para não existir tamanha discrepância”.Sobre este ponto, Sérgio Costa disse que “está em discussão uma proposta de apoio num montante reduzido a metade do atribuído no ano transacto, distribuindo-se em 56.490,00 euros para 77 Associações Culturais, 156.717,00 euros para 37 Associações Desportivas, nada constando para as Associações de índole Social, nem para as Equipas de Sapadores Florestais”.Considerou que “apesar de reduzidas algumas das actividades das Associações em causa, ou apenas de algumas delas, os seus custos fixos continuam mês após mês a pesar no seu orçamento anual, correndo mesmo algumas delas o risco de fecho e entrega das suas instalações por manifesta dificuldade financeira para a sua manutenção.”Mesmo votando favoravelmente, Sérgio Costa solicitou ao Executivo para rever o valor e que “seja igual ao do ano transacto”. Considera que “não se deve optar pelo adiamento de uma decisão para o segundo semestre, numa altura que ainda ninguém pode prever o que vai acontecer, correndo o risco de nessa altura algumas das Associações já não existirem, para além é claro de passar a estar colada essa decisão às Eleições Autárquicas que presumivelmente se realizarão no segundo semestre deste ano”.