Covid19 com vários casos no concelho da Guarda

A constituição urgente de brigadas de intervenção rápida na região, para dar resposta às eventuais situações de covid-19 que venham a ocorrer em lares de idosos, foi o pedido deixado pelo presidente da Câmara Municipal da Guarda, na última reunião do executivo, desta segunda-feira, 26 de Outubro. Numa altura em que a Guarda está “dentro dos 70 concelhos com mais preocupação” em termos de pessoas infectadas pela Covid19, Carlos Chaves Monteiro disse que “os casos estão a aumentar” apesar de serem “seguidas as regras da Direcção Geral de Saúde”.O autarca adiantou que “até agora, o maior problema” verificado no contexto do combate à pandemia nos lares de idosos, “é a inexistência de equipas de intervenção rápida para apoiar as instituições” com funcionários que testem positivo ou que entrem em isolamento profiláctico.Carlos Chaves Monteiro disse que o pedido aconteceu depois de ter sido equacionada a possibilidade de recurso a uma brigada de intervenção rápida para actuar num lar de idosos.“Apesar da lei determinar não havia disponibilidade de beneficiar de uma equipa de intervenção rápida”, explicou. “Percebemos que a situação se pode agravar”, disse Carlos Chaves Monteiro lembrando que, no início da pandemia “a Guarda conseguiu estar abaixo da média nacional” mas, “neste momento, temos muitos casos que surgiram num curto espaço de tempo”. E acrescentou: “Se não fizermos nada admito que a situação se possa agravar”. Em Gonçalo, onde se registou um foco da Covid19, no Centro Escolar e na comunidade, foi pedido à GNR que tivesse uma maior intensidade nas patrulhas com a vigilância dos lugares públicos. “Não podemos deixar de ser exigentes no cumprimento das regras da Direcção Geral de Saúde”, advertiu Carlos Chaves Monteiro. As brigadas de intervenção rápida são constituídas pelo Ministério da Segurança Social em articulação com os Centros de Emprego e a Cruz Vermelha Portuguesa. O autarca disse que “esta parceria entre instituições é fundamental para ajudar a combater uma situação de pandemia”. Considerou que “estas equipas ainda não têm uma integração no território tão efectiva que nos dê segurança que possamos dar uma resposta de assistência às instituições”. Cristina Correia, vereadora do PS, disse que o processo de constituição de brigadas de intervenção rápida “está a arrancar tardiamente” e “já devia estar preparado antes”, porque “toda a gente sabia que a situação iria piorar”.O vereador Sérgio Costa disse que o Governo “tem de tratar rapidamente” da constituição de brigadas na região e pediu ao executivo “a elaboração de num Plano de Mitigação Municipal Anti Covid urgente, para que em próximos casos de surgimento de surtos, particularmente no seio do Município, sejam, no imediato, tomadas todas as medidas necessárias para a protecção de todos”.  No final da reunião, o presidente Carlos Chaves Monteiro disse que estão contabilizados 239 casos activos no concelho, com casos positivos em utentes e funcionários de três lares de idosos. Também há casos de infecção em trabalhadores do município, no Centro Escolar de Gonçalo e nos serviços da Segurança Social.