Novo concurso retira parte do percurso da pedovia/ciclovia

A Câmara da Guarda vai lançar um novo concurso para a construção da ciclovia/pedovia junto da Via de Cintura Externa  da Guarda, com valor base de um milhão e 700 mil euros, anulando o concurso anterior que tinha como valor base 2,8 milhões de euros. O lançamento de novo concurso com a redução do valor implicou a reformulação do projecto, anulando parte do percurso, nomeadamente o trajecto pela ponte da Estação e pela passagem superior da Viceg. O presidente do município disse que o novo concurso vai de encontro aos valores da candidatura ao programa comunitário FEDER. “A CCDR transmitiu-nos que não é possível ir mais além desse valor e, mais, que teríamos de justificar e dar já execução do projecto, sob pena de perder também 1,3 milhões de euros”, explicou Carlos Chaves Monteiro. E acrescentou: “Marcámos uma reunião com o autor do projecto e olhámos para o percurso da pedovia e fomos ver onde é que podíamos diminuir a execução da obra para conseguirmos que o projecto estivesse alinhado com os valores que nós tínhamos disponíveis para esta obra”. Carlos Chaves Monteiro entendeu “colocar os pés na terra” e, em reunião com os técnicos e com o autor do projecto entendeu avançar com a redução do valor da obra suprimindo a “execução do alargamento da duplicação da Ponte da Estação e do prolongamento pedonal junto ao Polis”. O autarca considera que “não há mudanças significativas” no projecto da pedovia” que, “nesta fase inicial, irá da zona da Estação até à Rotunda do G”. Esta proposta mereceu a abstenção do ex-vice presidente e actual vereador sem pelouros, Sérgio Costa que considera que “o que foi proposto coloca, em parte, em causa o Projecto Político do PSD”. E explicou: “Com a alegação de que não tem financiamento a 85% para tudo, o senhor Presidente da Câmara Municipal da Guarda anulou o concurso que estava pronto a adjudicar e propôs a abertura de um novo por 1,7 milhões de euros, mas retirando parte do percurso da intervenção”. Sérgio Costa lembra que o novo concurso não contempla a ligação da pedovia/ciclovia ao Bairro de São Domingos; a ligação à Avenida de São Miguel; à Escola C+S de São Miguel; à Avenida Cidade de Salamanca; ao Bairro do Pinheiro; a requalificação e duplicação das faixas de rodagem da Avenida Cidade de Salamanca, no troço entre o cruzamento para a Escola C+S São Miguel e a Rotunda do Parque Urbano do Rio Diz; o tratamento arbóreo e arbustivo do talude da Escola C+S de São Miguel e a urbanização do outro lado da via; a construção de uma nova rotunda na Avenida de Salamanca no cruzamento para a Escola C+S de São Miguel, retirando o semáforo e conseguindo maior fluidez do tráfego automóvel; o prolongamento do tabuleiro da ponte da ponte pedonal até ao passeio junto à Rotunda do Parque Urbano do Rio Diz.Sérgio Costa recordou ao presidente de Câmara que, “face a tamanhas alterações no projecto que havia sido pensado como um todo, já perdeu cerca de meio ano na adjudicação deste processo e vai perder mais meio ano com o novo concurso, o que se traduz num atraso de um ano nesta grande intervenção”. Lembrou que no que diz respeito ao financiamento e em face do prazo da empreitada ser dilatado, quando está a chegar ao fim o actual Quadro Comunitário de Apoio, “é mais que certo que haverá muitos milhões para redistribuir por todo o País e na Região Centro em particular, uma vez que as taxas de execução dos Municípios estão muito baixas”. Sérgio Costa lembrou que em 2018 o Município da Guarda “foi considerado campeão na execução destes fundos a nível regional” e que em 2014 e 2015 conseguiu “uma verba de 2 milhões de euros em regime de overbooking para fazer importantes intervenções de requalificação urbana”.