Guarda assinalou 821º aniversário da Atribuição do Foral à Cidade da Guarda

A homenagem a todas as IPSS do concelho da Guarda com a atribuição da Medalha de Mérito ao Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social, em representação de todas as instituições, foi um dos momentos mais marcante das comemorações do Dia da Cidade, no dia 27 de Novembro, nos 821 anos de atribuição do Foral pelo rei D. Sancho I.O padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, agradeceu o reconhecimento e disse que “as instituições, aqui na Guarda, são muitas e muito boas”. E acrescentou: “É bom que se dediquem e têm o conforto de uma autarquia que as estimula, que as desafia, que as acompanha e que as conhece”. Recordou que, ao contrário do que sucede noutros lugares, na Guarda “a Câmara e as instituições têm o mesmo objectivo que é o bem das populações”, nomeadamente “das populações mais carenciadas que são as que precisam de mais apoio”. O padre Lino Maia disse que “este gesto da Câmara da Guarda, neste Dia do Município, é um gesto muito bonito, muito bom, reconfortante, porque nos faz ser mais resilientes e que vale a pena dedicarmo-nos”.Em relação à pandemia disse que “estamos a viver problemas muito complicados”. E adiantou: “Estávamos a retomar a normalidade e apareceu esta pandemia que vem baralhar tudo. As instituições não estavam preparadas para esta situação, ninguém estava”. A sessão solene, prosseguiu depois online com intervenções da presidente da Assembleia Municipal, Cidália Valbom, da comissária europeia da Coesão e Reformas, Elisa Ferreira e do presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Chaves Monteiro.Cidália Valbom falou de forma particular para os jovens do concelho da Guarda que “enfrentam dificuldades neste mundo global” e apontou “a recuperação da Pousada da Juventude como nova marca para o futuro”. Elisa Ferreira disse que Portugal vai sair “mais forte” da crise pandémica actual e considera o plano de recuperação europeu como uma “oportunidade para pensar o território nacional como um todo”. Lembrou que foi elaborado um plano europeu de recuperação da economia, “com um grau de ambição nunca visto” e que a União Europeia espera “dotar-se de 750 mil milhões de euros para além dos fundos do seu orçamento”.Para Elisa Ferreira, “nenhum país pode crescer sustentavelmente negligenciando grande parte do seu território. O crescimento em rede, equilibrado, promovendo cidades médias, valorizando o espaço rural e as zonas de montanha, é essencial”.Para Carlos Chaves Monteiro “a cidade tem-se afirmado como uma nova centralidade”. Disse que a Plataforma da Guarda está esgotada; que a Guarda vai ter fábricas de meios de transporte ligados à mobilidade electrica; um porto seco; agricultura empresarial; a ligação ao Maciço Central da Serra da Estrela; a requalificação da cidade com o início das obras da Alameda dos F’s; apoio ao ensino através da entrega de computadores e de bolsas de estudo.“Por razões de saúde” disse que a autarquia teve de prescindir de eventos como a Feira Ibérica, Feira Farta, as actividades de Natal”. E acrescentou: A história não acaba aqui. Havemos de voltar”.Do programa das comemorações fez ainda parte a inauguração do Elevador Panorâmico e obras de requalificação da Torre dos Ferreiros e ainda a ligação da Iluminação de Natal.