Documento passou por maioria

O Orçamento do Município da Guarda para o próximo ano foi aprovado esta terça-feira, 15 de Dezembro, na Assembleia Municipal por maioria, com 59 votos a favor, 12 contra e duas abstenções.O documento, com uma dotação de 51.1 milhões de euros, também tinha sido aprovado em reunião do executivo, mas com a abstenção do vereador do PSD Sérgio Costa e com o voto contra dos dois vereadores socialistas. Na reunião de Câmara desta segunda-feira, 14 de Dezembro, Sérgio Costa apelou ao voto a favor de todos os deputados e autarcas eleitos pelo partido. Sérgio Costa justificou o apelo devido ao facto de nas últimas semanas o presidente da Câmara ter prometido obras nas freguesias rurais.“Ao ter votado pela abstenção e com um elevado sentido de responsabilidade, que em caso algum colocaria em causa a sua aprovação pelo Executivo Municipal, quis chamar a atenção para o que estava prestes a acontecer, tendo conseguido que com as promessas feitas nos últimos 15 dias, a serem cumpridas, aumentará consideravelmente o grau de execução de obras nas Freguesias Rurais, o grau de confiança dos Guardenses e o grau de elevada responsabilidade do PSD”, disse Sérgio Costa. E acrescentou: “Por tudo isto, apelo ao sentido de responsabilidade de todos os eleitos, aquando da discussão da proposta que será presente à Assembleia Municipal, no sentido de defenderem acima de tudo a sua Freguesia, os seus Fregueses, a Guarda e os Guardenses e que possam votar este orçamento, colocando sempre como grau de exigência o cumprimento das promessas que foram feitas nas duas últimas semanas a todas as Freguesias Rurais e que as mesmas possam ser tornadas públicas”.No final da reunião o presidente da Câmara da Guarda estava convicto de que o Orçamento para 2021 seria aprovado por larga maioria pelos deputados eleitos pelo PSD e autarcas de freguesia.Na apresentação do documento na Assembleia Municipal, Carlos Chaves Monteiro disse que “o orçamento do município para 2021 é realista e responde às necessidades da população e das instituições”.Marco Loureiro, do Bloco de Esquerda, disse que o documento “não vai ao encontro das verdadeiras necessidades da Guarda”.A Assembleia Municipal da Guarda também aprovou por unanimidade, dois votos de pesar, do PS e do PSD, pela morte do ensaísta Eduardo Lourenço, que morreu no dia 1 de Dezembro, em Lisboa, aos 97 anos. Na ocasião foi guardado um minuto de silêncio em memória de Eduardo Lourenço, natural de São Pedro do Rio Seco, concelho de Almeida.No voto de pesar do PSD é referido que com a morte do filósofo, “a Guarda e o país perderam uma das mentes mais brilhantes e um grande humanista”.O PS falou de Eduardo Lourenço como “um dos maiores pensadores do nosso tempo” e, com a sua morte, Portugal “ficou mais pobre”.