Guarda | Videmonte

A Direcção-Geral do Património Cultural abriu, no dia 7 de Fevereiro, o procedimento de classificação da igreja paroquial de Videmonte, no concelho da Guarda.O anúncio publicado em Diário da República refere que “sobre proposta da Direcção Regional de Cultura do Centro, foi determinada a abertura do procedimento de classificação da Igreja de São João Baptista, paroquial de Videmonte, incluindo toda a área envolvente, muro e escadório, e o património móvel integrado, na Rua da Igreja, Videmonte, freguesia de Videmonte, concelho e distrito da Guarda”.Na proposta de abertura do procedimento de eventual classificação deste imóvel propriedade da Fábrica da Igreja paroquial da Freguesia de Videmonte, a Direcção Regional de Cultura do Centro explica que o templo está localizado “na praça central de Videmonte, na Rua da Igreja, rodeado por alguns dos principais edifícios da povoação, nomeadamente a antiga Casa Paroquial, edifício de arquitectura erudita com algum interesse, algumas habitações de caracter tradicional e ainda o moderno edifício da Junta de Freguesia de Videmonte”. “Trata-se de um templo de uma só nave, de planta em cruz latina, construído em estilo barroco”, explica o documento. Em relação ao exterior diz que “presenta fachada principal rebocada e pintada, terminada em cornija recortada à laia de frontão curvo e ondulado, coroada por cruz latina de cantaria”.Em relação ao interior da Igreja o documento destaca “a cobertura abobadada em madeira, coro-alto e capela-mor rectangular, com tecto abobadado em caixotões de temática religiosa, com pintura em tábua e em tela, que reproduz a obra de Murillo”. Há também referência a uma pintura mural encontrada no altar das almas, “consagrado a São Francisco de Assis”. “Trata-se de uma pintura mural sobre a parede de um nicho de granito da capela lateral esquerda, que representará o tema da Encomenda das Almas a São Francisco de Assis”.A Direcção Regional de Cultura do Centro acrescenta que o imóvel “tem sido alvo de uma recuperação dos retábulos em talha dourada, no âmbito da qual foram descobertas as pinturas murais referidas”.Em relação à proposta de classificação apresentada, é referido tratar-se “indiscutivelmente de um património arquitectónico e artístico de relevo, relacionado, é certo, com a tipologia da estrutura arquitectónica do imóvel, mas, sobretudo, com a qualidade artística do património integrado, inerente à importância e representatividade do referido ‘Altar das Almas’, que foi recentemente descoberto, e dos caixotões do tecto da capela-mor”. E acrescenta: “considera-se que será de ponderar a sua eventual classificação como valor nacional, concretamente com o grau de monumento de interesse público”.Os elementos relevantes do processo (fundamentação, despacho, planta do imóvel em vias de classificação e da respectiva zona geral de protecção) estão disponíveis nas páginas electrónicas da Direcção -Geral do Património Cultural, Direcção Regional de Cultura do Centro e Câmara Municipal da Guarda.O prazo para apresentação de reclamação decorre até 2 de Março de 2020.