Moradores do Bairro de Nossa Senhora de Fátima já reuniram

Os moradores do Bairro de Nossa Senhora de Fátima, na zona da Sequeira, na Guarda, estão preocupados com a localização do futuro Porto Seco, que está a ser projectado para a Guarda. Esta segunda-feira, a Associação do Bairro de Nossa Senhora de Fátima promoveu uma reunião, em que participaram algumas dezenas de pessoas, tendo decidido avançar com um abaixo-assinado contra a localização do Porto Seco, nas imediações do Bairro. O assunto foi apresentado na reunião desta segunda-feira por Albino Bárbara, morador do Bairro de Nossa Senhora de Fátima”. Munido de uma cópia do “layout preliminar de um Porto Seco na Guarda” que está a ser desenvolvido pelo Porto de Leixões – APDL, com uma proposta de ocupação de um terreno entre a Linha da Beira Alta e o Bairro de Nossa Senhora de Fátima, Albino Bárbara disse que “está no segredo dos deuses, quando é um projecto da cidade, para a cidade, para o concelho, para a região e para o país, inclusivamente com ligações internacionais”. E acrescentou: “O que aqui está a ser feito, quer seja um Porto Seco, quer seja um terminal ferroviário, prejudica gravemente as populações da Sequeira, do bairro de Nossa Senhora de Fátima, do Bairro de Santo António e por aí adiante…”. Albino Bárbara lembrou que “um Porto Seco, um terminal ferroviário não têm horário, não têm fim de semana”, o que vai implicar com o sossego das pessoas, pois “vão descarregar ali camiões de 30/40 toneladas com contentores de metal, uns em cima dos outros”. E acrescentou: “A lei prevê que os moradores sejam ouvidos”.Este morador lembrou que o terreno em causa é um ecossistema da cidade, onde há uma linha de água que vai desaguar no Rio Diz, “o que significa, à partida, que este projecto não tem pernas para andar”. Outra das questões pertinentes tem a ver com a cota de desnível do terreno que se encontra 4/5 metros abaixo em relação à linha da Beira Alta o que implica o seu enchimento ou o rebaixamento da linha. Albino Bárbara considera que há outras alternativas que não prejudicam a população e, por isso, devem ser analisadas. Frisou que ninguém está contra o projecto do Porto Seco, mas sim contra a forma como está a ser programado. O vereador Sérgio Costa adiantou nada saber sobre o assunto e disse que “este projecto está a ser feito em segredo”. E acrescentou: “Não podemos estar à espera que seja feito o projecto e seja lançado o estudo de impacto ambiental e acústico para depois ver se passa”. Considera que “temos de saber antecipar os problemas da nossa terra e tentar corrigir o mais rapidamente esta situação, porque haverá, certamente outras alternativas”. Lembrou a necessidade de “casar” este projecto com outras obras que estão pensadas para aquela zona, nomeadamente a Variante da Sequeira e a Variante dos Galegos. Sérgio Costa apelou ao diálogo com a população e prometeu estar atento a todas estas matérias “agora e no futuro”. Em resposta, o Presidente da autarquia referiu que “o Porto Seco é um projecto estruturante para a cidade, a região e o País”. Garantiu que caso o Porto Seco seja projectado para o terreno em causa, “nada se fará sem ouvir a população”. Carlos Chaves Monteiro disse que “deve haver respeito pelo bem-estar das populações”, sem esquecer o aspecto económico e ambiental. O autarca adiantou que a localização do Porto Seco “será pensada, avaliada, respeitando todos os interesses de um projecto desta dimensão. Garantiu que “no momento certo iremos esclarecer o resultado dos estudos que fizemos”.O jornal A GUARDA pode adiantar que depois desta questão ter sido apresentada na reunião de Câmara, o Presidente Carlos Chaves Monteiro pediu para reunir com a Associação do Bairro de Nossa Senhora de Fátima.