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Terror e pânico em Santa Marinha
Bombeiros feridos e casas destruídas no combate às chamas
A povoação de Santa Marinha, no concelho de Seia, viveu horas de terror e pânico devido ao incêndio que deflagrou, naquela zona, no passado domingo, 10 de Julho, e que, mais tarde, se estendeu a outras localidades, algumas do concelho de Gouveia. Os sinos tocaram a rebate e a povoação saiu à rua tentando impedir a progressão das chamas. Num esforço inglório, os populares, com a ajuda de muitas dezenas de bombeiros, foram impotentes para deter a força destruidora do fogo. As chamas acabaram por ser dominadas, ao final da tarde de terça-feira, 12 de Julho, depois de terem provocado um rasto de destruição e morte numa área bastante extensa, dos concelhos de Seia e Gouveia, parte da qual integrada no Parque Natural da Serra da Estrela. De acordo com o centro de Operações e Socorro, este incêndio provocou ferimentos em cinco bombeiros. Dois dos feridos, das corporações de Seia e Gonçalo, foram transportados para os Hospitais da Universidade de Coimbra, tendo posteriormente sido transferidos para os hospitais da Guarda e de Seia. Durante a madrugada de segunda-feira, as chamas destruíram uma fábrica de tijolos, uma habitação e uma viatura, em Santa Marinha. De acordo com o relato do padre Jorge Castela, pároco daquela localidade, “o incêndio foi medonho e chegou mesmo a provocar o pânico entre as pessoas”. Algumas horas depois da tragédia e com o incêndio próximo de Paços da Serra, o padre Jorge Castela referiu ao Jornal A Guarda que, na aldeia, havia muitas pessoas indispostas devido ao fumo. Encontrar formas para ajudar os mais afectados por “tão grande desgraça” é um dos grandes objectivos do padre Jorge Castela. Para António Fonseca, Coordenador do Centro Distrital de Operações e Socorro, os reacendimentos sucessivos deste incêndio poderão ter sido provocados pela humidade atmosférica “extremamente baixa” e as “muito complicada condições de trabalho dos bombeiros naquela encosta da Serra da Estrela”. A estrada que liga Gouveia a Manteigas pela Serra da Estrela esteve cortada ao trânsito devido à progressão das chamas. Outra situação complicada aconteceu na fábrica de águas Serra da Estrela, localizada nas proximidades da cabeça do Velho, onde a laboração teve mesmo de ser encerrada por algum tempo. No combate às chamas estiveram envolvidos mais de cento e cinquenta bombeiros, cerca de quatro dezenas de viaturas de dezassete corporações, quatro aviões e dois helicópteros e dois pelotões de militares do Regimento de Infantaria de Viseu.
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