CineEco abre com filmes “A Mulher e a Água” e “A Hora do Lobo”
Seia
O 21.º CineEco-Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que vai decorrer a partir do próximo sábado, dia 10, e até 17 de Outubro, na Casa Municipal da Cultura de Seia, abre com dois filmes extra-competição: “A Mulher e a Água”, de Nocem Collado (às 18.00 horas) e a grande produção internacional “A Hora do Lobo”, de Jean-Jacques Annaud (às 21.30 horas). A realizadora espanhola vai estar presente para apresentar o seu filme sobre a água como um recurso escasso no mundo, bem como Ricardo Rodrigues (jornalista e autor do livro “Malditos, Histórias de Homens e Lobos”), para introduzir o segundo filme da noite. No domingo, dia 11 de Outubro, começam as sessões de competição.
A Selecção Oficial do 21º CineEco está inspirada nos temas abordados na Encíclica do Papa Francisco ‘Laudato Si, Sobre o Cuidado da Casa Comum’, sobre clima e ambiente, que antecipa a Conferência Mundial sobre as Alterações Climáticas, em Novembro próximo em Paris. É neste sentido que a abertura, embora extracompetição, se faça com dois filmes, que expressam bem duas das referências da Encíclica Papal: a escassez de água no planeta e o perigo de extinção de algumas espécies. “A Mulher e a Água”, de Nocem Collado (Espanha) conta quatro histórias traçando um paralelo entre os ciclos de água e os ciclos da vida, examinando o binómio água-mulher e levantando uma das questões mais colocadas quanto ao futuro: a quem pertence a água num ambiente de escassez?. “A Hora do Lobo”, do realizador francês Jean-Jacques Annaud (“Sete Anos no Tibete”, “O Nome da Rosa” ou “O Urso”) é uma grande produção ambientalista que vai chegar aos circuitos comerciais poucos dias depois da estreia no festival. O filme é uma ficção de aventuras passada na China, sobre uma espécie animal em perigo de extinção: o lobo, uma espécie que está também em risco na Serra da Estrela.
A Selecção Oficial, no geral, é constituída por 80 filmes de 20 países, repartidos pelas várias competições: Internacional de Longas e Médias, Internacional de Curtas, Lusofonia de Longas e Médias, Lusofonia de Curtas e Documentários e Séries de Televisão, Panorama Regional, Sessões Especiais e Panorama Infantil. As Competições Oficiais começam no domingo, 11 de Outubro, com destaque para as longas-metragens que advogam as várias ramificações da crise ambiental mundial: a necessidade mudar o nosso estilo de vida (“Todo o Tempo do Mundo”, de Suzanne Crocker, Canadá ou “Alternativa (com Legumes)”, de Anne Closset, Bélgica e “Centro Comercial Cidade”, de Ulli Gladik, Áustria/Croácia), a necessária substituição dos combustíveis fósseis (“Gelo Negro”, de Maarten van Rouveroy van Nieuwaal, Holanda/Rússia), biodiversidade (“Contenção”, de Peter Galison & Robb Moss, EUA), água, energia e resíduos, (“Planetário”, de Guy Reid, Reino Unido/EUA e “Em Movimento”, de Ellard Vasen, Holanda), poluição do ar (“Mal do Mar”, de Matteo Bastianelli, Itália), tecnologia (“Procurar Desesperadamente uma Zona Limpa”, de Marc Khanne, França), as catástrofes naturais provocadas pelas alterações climáticas (“Paraíso”, de Nash Ang, Filipinas). Estas e outras perspectivas com enfoque ambiental fazem parte da vasta programação do CineEco 2015, que além de reunir os melhores filmes nacionais e regionais na Competição Lusófona e do mundo dentro da temática ambiental, organiza um conjunto de actividades paralelas, como destaque para uma Conferência Nacional Sobre Alterações Climáticas, que se realiza na tarde de 17 de Outubro, às 14.30 horas, no auditório do CISE-Centro de Interpretação da Serra da Estrela, em Seia.





