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Guarda Câmara elabora Carta Arqueológica Concelhia
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| Câmara da Guarda vai avançar com escavações arqueológicas em todo o concelho |
A Câmara Municipal da Guarda vai promover a realização de escavações arqueológicas no concelho, com o objectivo de elaborar a Carta Arqueológica concelhia, adiantou ao Jornal A Guarda o vice-presidente da autarquia, Virgílio Bento, responsável pelo pelouro da cultura. Segundo o autarca, neste projecto, a prioridade vai para a Estação Arqueológica da Póvoa do Mileu, onde as escavações arqueológicas são retomadas no dia 7 de Agosto. “A prioridade é a Póvoa do Mileu, mas iremos avançar para todos os outros espaços existentes no concelho”, adiantou Virgílio Bento. O castro do Jarmelo é outros dos locais onde as prospecções podem vir a ser feitas, assim como no Cabeço Fráguas, onde no mês de Junho foram iniciados trabalhos de investigação numa parceria da Câmara da Guarda, com o Instituto Arqueológico Alemão e com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. No tocante à Estação Arqueológica do Mileu, após uma limpeza do local, os trabalhos vão ser realizados sob a coordenação do arqueólogo da autarquia, Victor Pereira, prevendo-se que as escavações durem até que o bom tempo o permita. Segundo o arqueólogo, antes da execução das escavações, a área da Estação Arqueológica foi devidamente limpa. “O espaço foi limpo, com o objectivo de tentarmos perceber como estariam as estruturas que não foram intervencionadas, para nos permitir efectuar uma leitura do espaço e verificar aquelas que necessitarão de ser consolidadas de uma forma mais breve”, adiantou. Outra das razões da limpeza foi para os técnicos ficarem “com uma ideia do espaço em sí e da planta dos edifícios”. As sondagens arqueológicas vão dar seguimento às escavações realizadas em anos anteriores, mas Victor Pereira adianta que este ano “esperamos conseguir avançar para outros locais onde não existe registo arqueológico”. O arqueólogo espera encontrar “novas estruturas ou compartimentos que nos permitam conhecer melhor o sítio”. As datas apontam para que as escavações se iniciem no dia 7 de Agosto. “A ideia é estarmos sempre em escavação enquanto o tempo permitir, para conseguirmos o máximo de sondagem”, referiu o mesmo responsável ao nosso jornal. Os trabalhos que vão decorrer sob a orientação de Victor Pereira envolvem um conservador da Câmara Municipal da Guarda, cinco funcionários da autarquia e cerca de uma dezena de estudantes de Arqueologia de Coimbra. A presença do conservador da autarquia é justificada pela necessidade de dar início aos trabalhos de consolidação de algumas estruturas que estão “em mau estado”. O arqueólogo tem grandes expectativas em relação à campanha deste Verão, admitindo que “em termos de espólio arqueológico esperamos encontrar algum que nos indique que tipo de estrutura é que estamos a escavar e a tipologia do sítio”. Por seu lado, o vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda, Virgílio Bento, garantiu ao nosso jornal que após a realização das escavações o objectivo é avançar “para a conservação de todo o espaço”. “Primeiro vamos fazer o estudo da área e depois avançaremos para o tratamento urbanístico”, garantiu Virgílio Bento, admitindo que “é um projecto que levará o seu tempo”.
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